Apesar da defasagem, Petrobras e Acelen — principal refinadora privada do país e controladora da Refinaria de Mataripe (BA) — mantêm os preços congelados desde junho, quando a estatal reduziu o valor do combustível em 5,6%.
Importadores alertam para desequilíbrio e concorrência desestimulada
A Abicom afirmou que as chamadas “janelas de importação” permanecem abertas há 39 dias, o que indica que trazer gasolina do exterior segue vantajoso em relação aos preços domésticos. O cenário, segundo a associação, reforça a crítica de que o atual modelo reduz a competitividade e cria insegurança para o mercado privado.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Enquanto isso, o diesel apresenta preço 4% abaixo da paridade internacional, com defasagem média de R$ 0,14 por litro. O último reajuste da Petrobras para o combustível ocorreu em maio.
Política de preços e cenário do petróleo
O estudo da Abicom aponta que o quadro é influenciado tanto pela valorização do câmbio quanto pela queda recente no valor do petróleo, que tem sido negociado acima de US$ 66 o barril do Brent.
Desde maio de 2024, a Petrobras é presidida por Magda Chambriard, que mantém a política implementada no início do governo Lula. Essa estratégia rompeu com o alinhamento automático aos preços internacionais, adotando uma fórmula que considera custos internos de produção, refino e logística — política que o governo defende como uma forma de “abrasileirar os preços” e reduzir a volatilidade nas bombas.
O modelo, no entanto, tem recebido fortes críticas de importadores e especialistas do setor, que afirmam que a prática desestimula a concorrência e dificulta investimentos privados no mercado nacional de combustíveis.
Sob governo Lula, defasagem persiste mesmo após queda nas cotações externas e estabilidade do câmbio
A gasolina vendida no Brasil está, em média, 8% mais cara que o preço de paridade de importação (PPI), segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O índice mostra que, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o combustível segue acima do valor internacional, mesmo com a recente queda no preço do barril e a estabilidade do câmbio.
Na semana anterior, a diferença havia chegado a 10%, mas recuou com o leve recuo do petróleo e o dólar cotado a R$ 5,35. De acordo com a entidade, o preço interno da gasolina está R$ 0,23 por litro acima da paridade, variando entre R$ 0,17 e R$ 0,31, conforme o polo de entrega.
Apesar da defasagem, Petrobras e Acelen — principal refinadora privada do país e controladora da Refinaria de Mataripe (BA) — mantêm os preços congelados desde junho, quando a estatal reduziu o valor do combustível em 5,6%.
Importadores alertam para desequilíbrio e concorrência desestimulada
A Abicom afirmou que as chamadas “janelas de importação” permanecem abertas há 39 dias, o que indica que trazer gasolina do exterior segue vantajoso em relação aos preços domésticos. O cenário, segundo a associação, reforça a crítica de que o atual modelo reduz a competitividade e cria insegurança para o mercado privado.
Enquanto isso, o diesel apresenta preço 4% abaixo da paridade internacional, com defasagem média de R$ 0,14 por litro. O último reajuste da Petrobras para o combustível ocorreu em maio.
Política de preços e cenário do petróleo
O estudo da Abicom aponta que o quadro é influenciado tanto pela valorização do câmbio quanto pela queda recente no valor do petróleo, que tem sido negociado acima de US$ 66 o barril do Brent.
Desde maio de 2024, a Petrobras é presidida por Magda Chambriard, que mantém a política implementada no início do governo Lula. Essa estratégia rompeu com o alinhamento automático aos preços internacionais, adotando uma fórmula que considera custos internos de produção, refino e logística — política que o governo defende como uma forma de “abrasileirar os preços” e reduzir a volatilidade nas bombas.
O modelo, no entanto, tem recebido fortes críticas de importadores e especialistas do setor, que afirmam que a prática desestimula a concorrência e dificulta investimentos privados no mercado nacional de combustíveis.