Os valores incluem passagens aéreas, diárias e outros custos relacionados às missões fora do país.
Cursos e atividades acadêmicas elevam despesas
Entre os principais deslocamentos registrados em outubro, 33 oficiais participaram de um curso de alta administração do Exército, realizado em Nova Délhi, na Índia. A missão teve custo total de R$ 1,25 milhão, sendo R$ 630 mil apenas em diárias.
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Entrar no grupo No mesmo mês, 30 oficiais viajaram para Bogotá, na Colômbia, para uma atividade acadêmica vinculada ao Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia. O gasto somou R$ 346 mil, dos quais R$ 228 mil corresponderam às passagens aéreas.
Também em outubro, 13 militares estiveram em Marselha, na França, para uma reunião de gestão de programa, com despesa aproximada de R$ 300 mil.
Competições esportivas e agendas externas dos militares
Os gastos também incluíram a participação em eventos esportivos militares internacionais. Um grupo de 15 militares viajou para Doha, no Catar, para disputar o Campeonato Mundial Militar de Paraquedismo, em uma missão que custou R$ 160,6 mil.
Outro deslocamento esportivo levou sete militares a Wuhan, na China, para o Mundial Militar de Pentatlo Naval, com despesas que chegaram a R$ 108 mil.
Cúpula das Forças Armadas mantém agendas próprias
O levantamento mostra ainda que os comandantes das três Forças cumpriram agendas internacionais ao longo do ano. O comandante da Marinha realizou viagens oficiais ao Reino Unido, aos Emirados Árabes Unidos e aos Estados Unidos, com custo total informado de R$ 161 mil, sem detalhamento público dos objetivos específicos de cada missão.
Já o comandante da Aeronáutica liderou em número de deslocamentos, com 11 viagens internacionais, que somaram R$ 167 mil. O roteiro incluiu compromissos na Europa, na América do Sul e na América Central, como feiras, conferências e cerimônias militares.
O comandante do Exército, por sua vez, realizou quatro viagens, sendo uma delas para a Europa, em visita institucional ao Exército italiano, passando por cidades como Roma e Pistoia.
Missões prolongadas e custeio para familiares
Além das viagens pontuais, o levantamento identificou missões de longa duração no exterior, relacionadas a cursos, funções de adidância militar e programas de treinamento, incluindo aulas de inglês nos Estados Unidos.
Em alguns desses casos, há custeio de passagens para familiares que acompanham o militar durante o período em que ele permanece fora do país, o que amplia o impacto financeiro dessas missões sobre os cofres públicos.