Trump justifica perdão e critica “tratamento injusto”
Em nota divulgada na rede social Truth Social, Trump afirmou ter assinado a comutação de pena por considerar que Santos vinha sendo “maltratado” na prisão e que sua punição era desproporcional.
“George está em confinamento solitário há longos períodos e, segundo todos os relatos, tem sido terrivelmente maltratado. Por isso, acabei de assinar uma comutação, libertando George Santos da prisão, IMEDIATAMENTE. Boa sorte, George”, escreveu o presidente.
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O republicano também comparou o caso do ex-deputado com o de outros políticos que, segundo ele, teriam cometido atos desonestos sem enfrentar as mesmas consequências legais.
“George Santos era um tanto ‘desonesto’, mas há muitos desonestos em todo o país que não são obrigados a cumprir sete anos de prisão”, afirmou Trump.
Como exemplo, citou o senador democrata Richard Blumenthal, que admitiu ter exagerado relatos sobre sua atuação na Guerra do Vietnã.
Na mesma publicação, Trump elogiou a lealdade partidária do ex-congressista:
“Isso é muito pior do que o que George Santos fez, e pelo menos Santos teve a coragem, a convicção e a inteligência para SEMPRE VOTAR NOS REPUBLICANOS!”
De ascensão meteórica à expulsão do Congresso
Santos, que chegou ao Congresso em 2023 como uma das apostas do Partido Republicano, foi expulso da Câmara dos Representantes em dezembro do mesmo ano, após menos de um ano de mandato — tornando-se o primeiro congressista expulso em mais de duas décadas.
O político ficou conhecido por inventar detalhes de sua biografia, incluindo formação acadêmica, trajetória profissional e origem familiar. Durante a campanha de 2022, ele afirmou falsamente ter se formado na Universidade de Nova York e trabalhado em instituições financeiras como Goldman Sachs e Citigroup.
Também chegou a declarar que seus avós fugiram do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, o que foi posteriormente desmentido por registros históricos.
A sequência de mentiras, somada às acusações criminais de fraude e roubo de identidade, levou à condenação judicial e à perda do mandato.
Perdão reacende debate político nos EUA
A decisão de Trump provocou repercussão imediata entre aliados e críticos. Para defensores do ex-presidente, o perdão simboliza um ato de justiça contra um sistema “politicamente seletivo”; para opositores, representa mais um gesto de impunidade a um aliado envolvido em escândalos.
O caso se soma a uma série de medidas controversas tomadas por Trump em favor de apoiadores condenados — e pode se tornar um tema central na corrida eleitoral de 2026, em que o republicano tenta consolidar sua influência política dentro do Partido Republicano.