Sazonalidade impacta diretamente os números
A quantidade de jovens ociosos varia conforme a época do ano. No quarto trimestre anterior, o contingente era de 5,5 milhões. O salto para os atuais 6,2 milhões é um fenômeno recorrente no início de cada ano. Dois fatores explicam essa alta: o encerramento de contratos temporários de trabalho e o período de recomeço do calendário escolar. Apesar da elevação pontual, a tendência de longo prazo aponta para redução desses índices.
Maioria dos jovens aposta na educação
O retrato mais amplo da juventude brasileira mostra que a escolaridade permanece como prioridade para a maior parte dos jovens. Aproximadamente 12,8 milhões de pessoas dedicam-se exclusivamente aos estudos — o equivalente a 39% do total na faixa etária analisada. Outros 4,3 milhões conseguem conciliar emprego e ensino ao mesmo tempo.
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Entrar no grupo Somados, 17 milhões de jovens estão matriculados no sistema educacional. Em paralelo, cerca de 9,6 milhões apenas trabalham, sem frequentar nenhuma instituição de ensino.
Desemprego entre jovens supera o dobro da média nacional
O país registra 13,9 milhões de jovens ocupados. Desse total, 12,5 milhões têm entre 18 e 24 anos, enquanto 1,4 milhão são adolescentes de 14 a 17 anos. O mercado de trabalho, porém, impõe barreiras significativas a essa parcela da população. A taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos chega a 13,8%, mais que o dobro da média geral do país, que se situa em 5,8%.
Informalidade domina o início da vida profissional
O trabalho sem carteira assinada é outro desafio que marca a entrada dos jovens no mercado. Entre os adolescentes ocupados, a informalidade alcança impressionantes 72,8%. Já entre trabalhadores mais velhos, esse índice cai para 39,4%. A maioria dos jovens empregados ocupa vagas em funções generalistas. Apenas 2,15 milhões atuam em áreas que demandam formação técnica ou diploma de nível superior.