De acordo com informações do portal UOL, Higo atuava em regime de sobreaviso — modelo no qual o profissional permanece fora do hospital, mas deve estar disponível para comparecimento rápido em situações de urgência, conforme prevê o Conselho Federal de Medicina.
Quem era a vítima e como ocorreu a tragédia
A vítima foi identificada como Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos. Segundo familiares, ela chegou à unidade de saúde na noite de segunda-feira, 8, apresentando fortes dores e sangramento. A grávida estava com aproximadamente 30 semanas de gestação.
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Entrar no grupo Sem obstetra presencial na unidade no momento de sua chegada, Bárbara solicitou atendimento com um especialista durante toda a sua permanência no hospital. O quadro clínico foi se agravando com o passar das horas. Já na madrugada de terça-feira, 9, a gestante perdeu a consciência e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
A equipe médica tentou procedimentos de emergência para reverter a situação. No entanto, nem Bárbara nem o bebê resistiram.
Obstetra chegou a ser preso e foi liberado no dia seguinte
Higo Moreira Fonseca foi preso horas após as mortes, mas acabou liberado já no dia seguinte. A defesa do médico sustenta que, por estar de sobreaviso, ele “não tinha a obrigação de estar presencialmente no hospital no momento em que a paciente deu entrada na unidade”.
Investigação da Polícia Civil está em andamento
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar as circunstâncias que levaram às mortes. A investigação prevê análise de prontuários médicos, oitiva de familiares e depoimentos dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento.
O Hospital São Francisco, por sua vez, informou que abriu sindicância interna e declarou que está colaborando com as autoridades competentes.
Até o momento, as autoridades mineiras não divulgaram conclusões sobre as causas das mortes. O inquérito permanece em andamento.