Comparação histórica mostra picos e retrações
Ao analisar a série histórica, o maior contingente de servidores do Poder Executivo federal foi registrado em 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB), quando o quadro chegou a 634.157 funcionários.
Na outra ponta, o menor número deste século ocorreu em 2002, no encerramento da gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 493.272 servidores ativos.
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Entrar no grupo Concursos públicos impulsionaram o aumento
A ampliação do quadro funcional tem relação direta com a política de realização de concursos públicos adotada pela atual administração. Em 2024, a primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) ofereceu 6.640 vagas imediatas, atraindo mais de 2,1 milhões de candidatos. Os salários iniciais chegaram a R$ 22,9 mil.
Já em 2025, a segunda edição do concurso disponibilizou 3.652 vagas, mantendo a estratégia de recomposição e ampliação do funcionalismo em áreas consideradas prioritárias pelo governo Lula (PT).
Despesas com pessoal também cresceram
O aumento no número de servidores veio acompanhado da elevação dos gastos públicos. Em 2025, as despesas da União com pessoal somaram R$ 407,9 bilhões, valor que representa um crescimento de 4,3% em relação a 2024.
Esse montante é o mais alto desde 2021, quando as despesas alcançaram R$ 405,6 bilhões, já corrigidos pela inflação.
Considerando apenas os gastos recorrentes com servidores, o total chegou a R$ 398,1 bilhões em 2025. O número indica avanço de 3% na comparação com o ano anterior, quando foram registrados R$ 386,4 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional.