Queda de 13,9% no quadro de funcionários em apenas três meses
Entre dezembro de 2025 e o final de março de 2026, o número de trabalhadores nas operações diretamente controladas pelo grupo caiu de aproximadamente 47,9 mil para 41,2 mil — uma redução de 13,9%. Os cortes atingiram unidades localizadas no Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia. A empresa não especificou quantos postos foram eliminados em cada estado, mas afirmou que os ajustes foram necessários para promover correções operacionais em toda a rede.
Os dados divulgados não contemplam as operações do Novo Atacarejo em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
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Entrar no grupo Segmento de eletroeletrônicos foi o mais afetado
Das 28 unidades encerradas, parte significativa envolvia operações do segmento de eletroeletrônicos. Em 20 lojas de varejo alimentar, a companhia optou por retirar os departamentos da Eletro Mateus sem necessariamente fechar o supermercado ou o atacarejo que funcionava no mesmo endereço. Apenas no quarto trimestre de 2025, 13 lojas de eletro foram encerradas.
Expansão acelerada e integração com o Novo Atacarejo pesaram na conta
A reestruturação veio na sequência de um ciclo de expansão acelerada e da incorporação do Novo Atacarejo, que ampliou a presença do grupo no Nordeste. A integração, porém, trouxe consigo unidades com diferentes níveis de rentabilidade e elevou consideravelmente as despesas operacionais.
Somaram-se a esse cenário fatores macroeconômicos desfavoráveis: vendas mais fracas nas mesmas lojas, deflação nos preços de alimentos, restrição de crédito ao consumidor e maior endividamento das famílias. A combinação desses elementos reduziu o ritmo de consumo, sobretudo no Nordeste — principal mercado da companhia.
Estratégia para 2026: menos expansão, mais disciplina financeira
Apesar dos fechamentos, o Grupo Mateus manteve a inauguração de unidades de varejo alimentar classificadas como mais rentáveis. A estratégia traçada para 2026 prevê um ritmo menor de expansão, maior rigor na seleção de investimentos e prioridade absoluta para a redução da dívida e a geração de caixa.
O presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que outras reduções de despesas estão previstas, mas indicou que novos cortes de pessoal não fazem parte do plano apresentado. A companhia pretende concentrar os próximos ajustes em contratos, fornecedores, formatos de loja e eficiência operacional.