Lula Durante Discurso Das Comemorações De 45 Anos Do PT Lula Durante Discurso Das Comemorações De 45 Anos Do PT

Goldman Sachs diz que governo Lula tem “aversão a controle de gastos”

Banco projeta manutenção de déficits elevados e critica arcabouço fiscal brasileiro

Um relatório do Goldman Sachs, divulgado após a publicação das estatísticas fiscais pelo do (BC) na sexta-feira, 30, apontou que o déficit fiscal brasileiro deve permanecer em níveis elevados nos próximos anos. Segundo o banco, o governo do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) demonstra “aversão a controle de gastos”.

De acordo com os dados analisados, o déficit nominal do setor público consolidado, que soma o resultado primário e o pagamento de juros, alcançou 8,34% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado de 12 meses em 2025, superando novamente a marca de 8%.

Resultado primário negativo e desempenho de dezembro

No mesmo período, o resultado primário consolidado ficou negativo em 0,43% do PIB. Já no mês de dezembro, o setor público registrou superávit de R$ 6,3 bilhões. Apesar de o número ter superado as expectativas do mercado, ficou abaixo do resultado observado em dezembro de 2024.

Para o Goldman Sachs, o desempenho reforça a avaliação de que o governo não demonstra disposição consistente para conter despesas, mesmo diante do avanço do déficit nominal.

Críticas ao arcabouço fiscal

O relatório também traz críticas diretas ao arcabouço fiscal adotado pelo governo. O banco classificou o regime como fraco e pouco confiável, apontando que ele contribuiu para elevar os prêmios de risco e dificultar a ancoragem das expectativas de inflação no curto e médio prazos.

O arcabouço fiscal substituiu o Teto de Gastos, que vigorou por quase uma década, e foi implantado em 2023. Diferentemente do modelo anterior, ele não está mais vinculado apenas à inflação, mas também ao crescimento da arrecadação e às metas de resultado primário.

Pelas regras atuais, as despesas podem crescer em termos reais entre 0,6% e 2,5% ao ano, a depender do desempenho da receita.

Segundo o Goldman Sachs, na ausência de superávits primários sustentados e superiores a 2% do PIB, a dívida pública brasileira não deverá entrar em uma trajetória estrutural de queda.

Dívida pública segue em alta

O relatório também analisou a evolução da dívida do governo. Em 2025, a dívida bruta encerrou o ano em 78,7% do PIB, acima dos 71,7% registrados ao final de 2022. Pelo critério do Fundo Monetário Internacional (FMI), que inclui títulos na carteira do BC, a dívida alcança 93,4% do PIB.

A dívida bruta do governo geral corresponde ao total das obrigações do setor público, sem descontar ativos a receber, e inclui títulos públicos, além de débitos de Estados e municípios. Segundo o banco, essa dívida deve continuar crescendo “no futuro previsível”.

Juros elevados e riscos inflacionários

Por fim, o Goldman Sachs destacou que não espera uma queda relevante dos juros no curto prazo. A avaliação é de que o Banco Central deve manter postura cautelosa diante da taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e do crescimento real dos salários.

Na análise do banco, a combinação desses fatores tende a gerar pressões de custos, especialmente em setores intensivos em mão de obra, como serviços, elevando os riscos inflacionários nos próximos períodos.


Veja também

  1. Até parece que este comportamento do atual governo é novidade, né?

    Se é pra dizer obviedades, que fiquem quietos, certo GS?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *