Precedentes de recusa brasileira a embaixadores estrangeiros
Em 2016, durante o governo de Dilma (PT), o agrément ao embaixador de Israel foi negado — motivado, segundo análises, pelo ódio a judeus que permeava decisões da época. A resposta de Tel Aviv foi dura: o governo israelense tachou o Brasil de “anão diplomático”.
Mais recentemente, em 2025, Lula sequer respondeu ao pedido de agrément para Gali Dagan como embaixador de Israel. Diante da demora prolongada, a indicação acabou sendo retirada pelo governo israelense.
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Entrar no grupo O verdadeiro alvo: o chanceler Marco Rubio
De acordo com informações apuradas, a eventual recusa não teria como alvo direto Trump, mas sim o secretário de Estado Marco Rubio, que incluiu o Brasil ao lado de Cuba numa lista de governos considerados hostis aos Estados Unidos. Um detalhe relevante une os dois personagens americanos nessa história: tanto Marco Rubio quanto Daniel Perez são filhos de cubanos perseguidos pelo regime comunista — experiência que os levou a desenvolver profunda aversão à esquerda.
Corte no valor de passaportes gera controvérsia e falta de explicações
Enquanto a questão diplomática fervilha, o governo Lula implementou outra decisão polêmica e mal explicada: determinou um corte pela metade nos valores cobrados pela emissão de passaportes em embaixadas e consulados brasileiros no exterior. A partir de agora, passaportes para maiores de 18 anos custam R$60, e para menores, até R$40. Antes da medida, os valores eram o dobro.
Quando questionado sobre a base legal que ampara essa renúncia de receita, o Itamaraty não apresentou justificativa concreta. Tampouco foi capaz de citar qualquer estudo de impacto financeiro que tenha precedido a decisão. O ministério limitou-se a usar argumentos classificados por críticos como “lorotas eleitoreiras”, mencionando “direitos fundamentais” e “atenção à comunidade brasileira”.
Com viseiras, o Itamaraty alega não enxergar impacto na rede consular, já que os recursos dos passaportes seriam problema do Tesouro Nacional. Já o Tesouro, por sua vez, afirmou que o ato discricionário é competência do MRE, cabendo ao próprio ministério explicar os eventuais impactos financeiros da medida.
Poder sem Pudor: Lula quase matou Fidel
No início dos anos 1990, o ditador cubano Fidel Castro foi almoçar na casa de Lula, em São Bernardo do Campo (SP). D. Marisa precisou cozinhar sob a vigilância da segurança cubana — o que ela compreendeu, já que a CIA tentava matar o líder cubano havia décadas. Porém, durante a refeição, Fidel colocou um bife rolê inteiro na boca e se engasgou com o palito. Ficou roxo, entrou em pânico, todos se apavoraram, até que Lula aplicou um providencial tapa em suas costas, desobstruindo a passagem. Aliviado, após as despedidas, Lula comentou na porta de casa: “Quase matei o Fidel, coisa que nem a CIA conseguiu…”
Repercussões políticas e declarações da semana
Eduardo Bolsonaro destacou que Lula sempre perde a linha quando contrariado e comentou sua reação ao tarifaço: “Uma aula magna do que não fazer em diplomacia”, disse, após Lula hostilizar Donald Trump.
O governo também recebeu mal o recado azedo de Davi Alcolumbre (União-AP), que se recusou a acelerar a tramitação da PEC 6×1. O presidente do Senado afirmou que a Casa não é obrigada a “carimbar” o que recebe da Câmara.
Julia Zanata (PL-SC) listou algumas das afrontas de Lula contra Trump, como chamá-lo de “imbecil” e classificar Marco Rubio de “latino-americano frustrado”. A deputada ironizou: se acontecer alguma coisa, a culpa é do Flávio, ok?
“O governo Lula não tem nenhuma preocupação com o País, tem preocupação com as eleições”, afirmou Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, ao Jornal Gente, da Bandeirantes.
Frase do dia
“Citar enforcamento não é democracia” — deputada Rosângela Moro (PL-SP), após fala de Lula sobre enforcar opositores.
Congresso esvaziado e esforço concentrado no Senado
Após o Congresso encontrar-se esvaziado durante esta semana, Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou que o Senado vai promover um “esforço concentrado” na semana seguinte. Segundo o presidente da Casa, o foco será a indicação de Benedito Gonçalves, ministro do STJ, para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Curiosidades e notas da semana
A expressão “OVNI” entrou para os 30 assuntos mais pesquisados do Google no Brasil nesta semana, após viralizar um vídeo do influenciador Mayk Leão mostrando luzes misteriosas em uma chácara no interior do Paraná.
Ex-presidente do BNDES, Paulo Rabelo de Castro, aposta que o novo “tarifaço” do governo americano deve ser amenizado por meio de negociações até julho, prazo para o início da aplicação das tarifas.
…reciprocidade nunca precisou de lei.