As respostas possíveis para cada contrato costumam ser binárias — “sim” ou “não” —, o que diferencia a plataforma das casas de apostas de quota fixa tradicionais. Nas bets convencionais, os prêmios são definidos de acordo com regras próprias de cada modalidade e os eventos precisam ser previamente autorizados.
É importante ressaltar que os números apresentados pela Polymarket não equivalem a pesquisas de intenção de voto. Trata-se de estimativas de probabilidade geradas pelas negociações internas do mercado. Em 2026, a plataforma passou a oferecer contratos sobre os possíveis desfechos do pleito presidencial brasileiro, mostrando, por exemplo, que Flávio Bolsonaro aparecia à frente de Lula nos contratos negociados.
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Entrar no grupo Base legal para a remoção do perfil
A derrubada da conta está diretamente ligada à proibição de apostas eleitorais vigente no país. Em setembro de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma regra que tornou explícito: apostas on-line cujo objeto seja o resultado de uma eleição podem configurar ilícito eleitoral. A norma também prevê sanções contra organizações que utilizem plataformas digitais para disponibilizar esse tipo de produto.
Além disso, o Conselho Monetário Nacional aprovou, em abril de 2026, uma resolução que proibiu expressamente a oferta e a negociação de contratos sobre temas políticos e eleitorais em território brasileiro.
Trajeto institucional até a remoção
O TSE encaminhou o caso à Advocacia-Geral da União, que por sua vez acionou o Ministério da Fazenda em 11 de setembro. Coube à Secretaria de Prêmios e Apostas da pasta conduzir a operação para retirar o conteúdo das redes sociais.
A ação contra a Polymarket não é isolada. A plataforma já havia sido incluída em uma lista de sites que o governo tentava bloquear no Brasil. Na quinta-feira, 24 de setembro, o Ministério da Fazenda divulgou a intenção de encerrar o funcionamento de 27 plataformas semelhantes no país.
Contexto político e posicionamento das partes
O presidente Lula tem defendido, na reta final da campanha, o fim das bets no Brasil — embora tenha sido justamente seu governo o responsável por regulamentar esse tipo de aposta.
A Meta informou que recebeu o pedido legal e restringiu os conteúdos após revisão jurídica interna. Já a Polymarket afirmou que respeita as autoridades e cumpre as determinações recebidas em cada jurisdição.