POLÍTICA

Governo terá que pagar advogado americano para defender Moraes nos EUA, e a conta pode chegar a milhões

AGU terá que contratar advogado nos EUA para defender Moraes em ação na Flórida, com custos milionários bancados pelo contribuinte brasileiro

Custos milionários com escritórios de advocacia na Flórida recaem sobre o contribuinte brasileiro

A defesa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, na ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media perante um federal da Flórida pode gerar uma fatura milionária aos cofres públicos. O caso exige a contratação de um advogado americano, e os valores praticados no mercado jurídico dos Estados Unidos são expressivos: profissionais quase de ponta com atuação na Flórida cobram entre US$300 e US$600 (R$3.120) por hora. Já os grandes escritórios, conhecidos como “big law”, só iniciam negociações a partir de US$1.000 (R$5,2 mil) a hora. As chamadas “top partners” ultrapassam US$1.300 (R$6.760) por hora. Dependendo da duração, um processo dessa natureza pode custar milhões de dólares.

Conflito entre poderes marca atuação da AGU no caso

A Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela defesa, é órgão do Poder Executivo, subordinada ao presidente Lula (PT) — e não ao Tribunal Federal. Na prática, porém, a AGU recebeu ordens do presidente do STF para atuar na defesa de Moraes. O tribunal da Flórida pode, inclusive, questionar a legitimidade da AGU nesse papel, já que ela não integra o Poder Judiciário.

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