Pedido busca fôlego financeiro e continuidade das operações
Ao recorrer à recuperação judicial, o Grupo Fictor solicita a suspensão temporária de cobranças, execuções e bloqueios judiciais, medida prevista na legislação para empresas em dificuldade financeira. O grupo pediu um prazo de 180 dias de proteção judicial, período no qual pretende estruturar negociações com credores.
Em nota, a empresa afirmou que a estratégia visa manter as atividades em funcionamento e evitar a falência. O grupo também declarou que pretende quitar todas as obrigações financeiras “sem nenhum deságio”, ou seja, sem descontos sobre os valores devidos.
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Entrar no grupo Plano de negociação e reorganização
De acordo com o comunicado, a recuperação judicial permitirá a criação de um ambiente controlado de negociação. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou o grupo.
A expectativa é que, com a proteção judicial, a Fictor consiga reorganizar seu fluxo de caixa, redefinir prazos e preservar contratos estratégicos enquanto busca uma solução definitiva para o passivo acumulado.
Impacto da liquidação do Banco Master
O Grupo Fictor atribui parte de suas dificuldades recentes aos desdobramentos envolvendo o Banco Master. Segundo a empresa, a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, ocorrida um dia após o anúncio da aquisição, afetou diretamente sua reputação no mercado.
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou o grupo em nota oficial.