Haddad afirma que aumento de impostos não vai encarecer eletrônicos no Brasil
Haddad afirma que aumento no imposto de importação protege indústria e não encarecerá eletrônicos.
Por ContraFatos 26/02/2026 Atualizado em 26/02/2026
Fernando Haddad Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Ministro da Fazenda acusa oposição de “desinformação” e diz que maioria dos celulares é fabricada na Zona Franca de Manaus
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a elevação do imposto de importação sobre celulares e outros eletrônicos não resultará em aumento de preços para o consumidor brasileiro. Segundo ele, a medida tem caráter regulatório e busca proteger a indústria nacional.
A decisão foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que reajustou as alíquotas de cerca de mil produtos, entre eles smartphones, itens de informática, equipamentos de telecomunicações e eletrônicos em geral. A estimativa do governo é arrecadar R$ 14 bilhões ainda neste ano.
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Produção nacional como argumento
Haddad afirmou que mais de 90% dos celulares consumidos no país são produzidos na Zona Franca de Manaus. Para o ministro, isso impede que o reajuste tributário tenha reflexo nos preços praticados no mercado interno.
“Não tem nada a ver com aumento de preço”, disse. Ele acrescentou que não houve estudo de impacto porque a finalidade da decisão não seria fiscal, mas sim a defesa da indústria instalada no Brasil.
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De acordo com Haddad, a oposição tem disseminado informações incorretas ao sugerir que os produtos ficarão mais caros. Ele argumenta que a medida impede que empresas estrangeiras disputem mercado com fabricantes locais por meio de “subterfúgios”.
O ministro destacou ainda que, quando não houver similar nacional, o imposto poderá ser zerado a qualquer momento. Já para companhias que não produzem no Brasil, as alíquotas deverão variar entre 5% e 9%.
Alta nas importações motivou decisão
O governo informou que, desde 2022, houve aumento de 33,4% nas importações desses produtos. Até dezembro do ano passado, a participação de itens estrangeiros no consumo interno ultrapassou 45%.
Em nota técnica, o Ministério da Fazenda afirmou que esses níveis de importação “ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva” e podem gerar regressão produtiva e tecnológica.
Haddad concluiu que o objetivo é fortalecer a economia interna, preservar empregos e estimular a produção nacional, sem impacto para o consumidor final.