“Essa é uma decisão ideológica travestida de Justiça. Nunca vi esse tipo de determinação sendo aplicada em supermercados, atacadistas ou lojas da concorrência. Parece que existe uma perseguição seletiva contra a Havan“, declarou o proprietário da rede varejista.
A observação do empresário expõe um padrão preocupante: enquanto todo o varejo brasileiro opera com vendedores em movimento constante pelo salão de vendas, apenas a Havan é alvo desse tipo de medida cautelar. Para quem acompanha a trajetória de ações judiciais contra a marca, a coincidência é difícil de ignorar, sugerindo que há uma militância ideológica atuando dentro do aparato judicial e do Ministério Público contra um empresário que nunca escondeu suas posições políticas.
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Entrar no grupo Havan cumpre todas as normas de segurança e ergonomia
Um dos aspectos mais relevantes do caso é que a Havan já atende integralmente a todos os requisitos legais vigentes no Brasil relativos à saúde e segurança ocupacional. A empresa mantém políticas ativas voltadas ao bem-estar de seus colaboradores, incluindo normas de descanso e liberdade para pausas durante a jornada de trabalho.
“A Havan sempre respeitou os colaboradores, cumprimos as regras de ergonomia, possuímos normas de descanso e damos liberdade para nossos colaboradores fazerem pausas ao longo da jornada. Transformar isso em uma ação judicial é um absurdo”, enfatizou o dono da varejista.
A legislação trabalhista brasileira estabelece diretrizes para o conforto no ambiente de trabalho. No entanto, a forma como essas regras se aplicam a vendedores de salão de loja — profissionais que necessitam de mobilidade constante para atender clientes — frequentemente gera debates judiciais. No caso da Havan, a imposição de assentos fixos demonstra uma completa falta de compreensão sobre a dinâmica do varejo físico no país.
Decisão descabida prejudica o ambiente de negócios
Luciano Hang é um dos maiores empresários brasileiros, fundador e dono da rede de lojas de departamentos Havan, que gera milhares de empregos em todo o país. Em 2025, o Grupo Havan registrou um lucro líquido de R$ 3,5 bilhões — resultado que reflete a seriedade da gestão e o compromisso da empresa com colaboradores, fornecedores e comunidades onde opera.
Além de contestar a medida judicial, o executivo aproveitou o episódio para criticar o que classifica como um excesso de intervenção sobre a iniciativa privada. Para ele, imposições singulares como a registrada em Rondonópolis dificultam a operação das empresas e geram insegurança para quem decide investir e gerar empregos no Brasil.
“Quem conhece o varejo sabe como funciona a dinâmica de uma loja. Essa liminar cria uma narrativa completamente distante da realidade e passa uma imagem falsa sobre o ambiente de trabalho da Havan“, concluiu o empresário.
Recurso já está em andamento
A equipe jurídica da Havan confirmou que já trabalha no recurso para reverter a ordem judicial nas instâncias superiores. A expectativa é de que uma análise mais técnica e isenta do caso reconheça que a empresa cumpre integralmente a legislação e que a liminar carece de fundamento proporcional, representando muito mais uma ação com viés ideológico do que uma legítima defesa dos direitos dos trabalhadores.