Homem preso de vestido na PB diz ter matado 80 pessoas e choca a polícia
Jorlan Lopes da Silva, serial killer confesso de 80 homicídios, foi preso disfarçado de mulher com uma criança em Mulungu, na Paraíba
Por ContraFatos 17/09/2026 Atualizado em 17/09/2026
Divulgação/Polícia Civil da Paraíba
Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, usou vestido, peruca e levava uma criança de 2 anos para tentar fugir da polícia em Mulungu
Vestido feminino, peruca, sandálias, óculos escuros e unhas pintadas. Foi assim que Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, tentou enganar as forças de segurança que o perseguiam havia 48 horas no agreste da Paraíba. O serial killer confesso foi capturado no domingo, 13 de setembro de 2026, na cidade de Mulungu, durante operação conjunta das Polícias Civil e Militar.
Além do disfarce com roupas femininas, Jorlan estava acompanhado de uma criança de aproximadamente 2 anos — que, segundo as autoridades, não tem qualquer grau de parentesco com ele. As circunstâncias em que a criança passou a estar sob seus cuidados no momento da prisão ainda são objeto de investigação policial.
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Confissão de 80 homicídios é apurada pela polícia
Em depoimento, Jorlan confessou ter cometido cerca de 80 assassinatos ao longo da vida, afirmando que o primeiro homicídio teria ocorrido quando ele tinha apenas 13 anos. A declaração é investigada pelo delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso.
Até o momento, 16 homicídios praticados em um intervalo de aproximadamente três meses na região do Vale do Mamanguape já são atribuídos a Jorlan com base em provas técnicas e confissões consideradas consistentes pela polícia. Um dos episódios mais graves envolve o assassinato de dois comerciantes ocorrido em 1º de agosto, na cidade de Rio Tinto.
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Indicação de local de corpo enterrado reforçou investigação
De acordo com o delegado Douglas Garcia, Jorlan indicou com precisão o local onde um dos corpos de suas vítimas estava enterrado. A informação é tratada como elemento relevante que sustenta o conjunto de evidências reunidas pela polícia sobre os homicídios.
Segundo Garcia, o serial killer passou aproximadamente cinco ou seis anos preso antes de ser colocado em liberdade no final de maio de 2026. Poucos meses depois, a série de crimes no Vale do Mamanguape teve início.
Possível ligação com facção criminosa do Rio de Janeiro
A Polícia Civil da Paraíba também investiga uma possível conexão de Jorlan com uma facção criminosa do Rio de Janeiro que atua no estado. Conforme o delegado Douglas Garcia, durante um confronto com policiais em Rio Tinto, Jorlan teria se escondido em uma comunidade ligada à organização criminosa.
Foi a partir desse episódio que os investigadores intensificaram o monitoramento do criminoso, o que culminou na operação de prisão realizada após 48 horas de buscas ininterruptas. A caracterização feminina usada por Jorlan teria sido uma tentativa deliberada de dificultar seu reconhecimento durante a fuga.