Embarcação usada pelo presidente antes da COP30 levanta críticas sobre sustentabilidade e gastos públicos
O iate Iana III, utilizado para hospedar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Belém (PA) nos dias que antecedem a COP30, tem gerado questionamentos sobre a coerência ambiental do governo. Segundo informações do site PlatôBR, a embarcação consome entre 120 e 150 litros de diesel por hora durante a navegação — o que contrasta com o discurso de sustentabilidade associado ao evento.
O Palácio do Planalto ainda não divulgou o valor do aluguel do iate, que pertence a uma empresa de Manaus (AM) e foi levado até Belém para atender o presidente e sua comitiva. Com capacidade para 65 pessoas, o barco está atracado em uma base da Marinha, após a Presidência recusar o uso de uma embarcação militar, considerada inadequada aos padrões exigidos pela equipe presidencial.
Inaugurado em 2011 e de propriedade do empresário Iomar Carvalho de Oliveira, o Iana III é frequentemente alugado por empresas privadas e órgãos públicos da região amazônica para transporte de funcionários e autoridades. A embarcação conta com dez camarotes, sala de jantar, solarium e deck, sendo classificada como um iate de alto conforto.
A Presidência da República foi questionada sobre o tipo de combustível utilizado — se diesel comum ou biodiesel, de impacto ambiental reduzido —, mas não respondeu até o momento.
O episódio ocorre enquanto o governo federal tenta reforçar seu discurso ambiental antes da COP30, que será sediada em Belém em 2025. O consumo elevado do iate e a falta de transparência sobre custos reacenderam o debate sobre o uso de recursos públicos e a coerência entre discurso e prática ambiental.