Sessão terá transmissão apenas por canais oficiais da Justiça
O início dos trabalhos está previsto para as 10h. A transmissão será feita exclusivamente pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. No encontro, os magistrados analisarão o material da Polícia Federal contendo mensagens trocadas e decidirão sobre a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
Ex-integrantes da Corte, por sua vez, estão autorizados a participar da sessão presencialmente.
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Entrar no grupo Flávio Dino afirma que não foi consultado sobre a decisão
Em comunicado divulgado publicamente, o ministro Flávio Dino declarou que não foi consultado a respeito do veto aos profissionais de imprensa. A informação reforçou questionamentos sobre como a medida foi deliberada internamente.
Abraji questiona restrição e pede revisão urgente
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) reagiu de forma contundente. A entidade contestou formalmente a limitação do acesso ao plenário e encaminhou um pedido de revisão urgente à presidência do tribunal.
— A decisão contraria o princípio da publicidade dos atos judiciais e reduz a capacidade de cobertura independente da imprensa sobre os julgamentos do tribunal — afirmou a entidade.
A Abraji reconheceu que as transmissões por vídeo oferecem certo grau de transparência ao cidadão, mas ressaltou que elas não substituem a presença física do jornalista no local. Segundo a associação, estar presencialmente permite captar detalhes do julgamento que ficam fora do alcance das câmeras oficiais da instituição.
Esplanada dos Ministérios também tem entrada restrita
Além do plenário do STF, o acesso à Esplanada dos Ministérios, nas proximidades do setor das bandeiras, também foi bloqueado para a imprensa. A medida amplia o cerco de segurança em torno de uma sessão que promete ser uma das mais acompanhadas da história recente do tribunal.