Além disso, 13% das famílias afirmaram não ter condições de pagar as dívidas vencidas, indicando que devem permanecer inadimplentes — outro recorde da série histórica.
Famílias estão mais endividadas e com renda comprometida
O estudo também mostra que o comprometimento da renda segue elevado: 18,8% dos consumidores têm mais da metade do rendimento mensal comprometido com dívidas.
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Entrar no grupo Entre os endividados, 48,7% estão com pagamentos em atraso há mais de três meses, revelando um quadro de dificuldade prolongada de recuperação financeira.
As dívidas mais comuns incluem cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheques pré-datados e prestações de veículos e imóveis.
CNC alerta para fragilidade financeira das famílias
Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, os resultados apontam um cenário de “agravamento dos prazos de inadimplência” e refletem o impacto dos juros elevados sobre o orçamento das famílias.
“Mesmo com o lado positivo do endividamento, considerado um aquecedor das vendas no comércio, a crescente inadimplência evidencia que o movimento é de frenagem desta dinâmica”, afirmou Bentes em nota.
Para a CNC, o levantamento indica um quadro de crescente fragilidade financeira, em que o aumento do crédito disponível não tem sido suficiente para compensar o peso das dívidas acumuladas.
Contexto econômico pressiona consumidores
Economistas apontam que a alta dos juros, a inflação persistente e o baixo crescimento da renda real continuam pressionando o orçamento das famílias, especialmente das classes C, D e E, que dependem mais do crédito para consumo.
O cenário reforça a preocupação com o risco de inadimplência prolongada e seus efeitos sobre o comércio e o sistema financeiro.