No primeiro trimestre de 2025, o Brasil ainda ocupava a 47ª colocação. Doze meses depois, o país caiu impressionantes 22 posições. Se a comparação recuar até o primeiro trimestre de 2024, quando a indústria brasileira figurava em 33º lugar, a queda acumulada atinge 36 posições. Trata-se do segundo ano consecutivo de perdas, um indicativo claro de que o problema não é conjuntural — é estrutural.
Crescimento pífio que não engana
Houve, é verdade, uma alta de 1,5% na produção industrial no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores, número ligeiramente acima da média global de 1,2%. No entanto, esse resultado pontual está longe de mascarar a realidade.
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Entrar no grupo Em 12 meses, a produção industrial brasileira recuou 0,1%, ao passo que a indústria mundial cresceu 3,1%. O contraste é gritante. Mesmo quando consegue alguma reação tímida, o Brasil se mostra incapaz de acompanhar o ritmo de expansão de seus concorrentes. A economia do país patina enquanto o resto do mundo avança.
Um país rico que empobrece sua indústria
O que torna esse cenário ainda mais vergonhoso é que o Brasil possui um dos maiores mercados consumidores do planeta, abundância de recursos naturais e uma base industrial historicamente diversificada. Mesmo com todas essas vantagens, o país continua relegado à parte inferior do ranking internacional de crescimento do setor.
O governo Lula, que prometeu reindustrializar o Brasil, entrega resultados opostos ao discurso. Os entraves são conhecidos e persistem: juros elevados e burocracia excessiva continuam a sufocar a competitividade do setor produtivo, sem que medidas efetivas sejam implementadas para reverter o quadro.
Saída do fundo do poço não é recuperação
Vale lembrar que o Brasil chegou a ocupar a 80ª posição no quarto trimestre de 2025, antes de avançar para o 69º lugar atual. A melhora relativa, portanto, não configura uma recuperação consistente — representa apenas a saída de uma posição ainda mais desastrosa.
O país segue muito distante de economias que ampliam sua produção e conquistam espaço no mercado internacional. Nações com recursos e estrutura muito inferiores aos do Brasil conseguem crescer de forma robusta, enquanto a indústria brasileira permanece presa a um ciclo de estagnação que o atual governo não demonstra capacidade de romper.