– Eu tentei explicar pra ela que não é o tipo de temática de livro que agrada o meu público, porque o meu público sempre foi muito nichado: um público totalmente feminino formado por leitoras de romance. Então, eu conheço meu público – relatou em entrevista ao Pleno.News.
A conversa privada, contudo, acabou sendo compartilhada por terceiros. A partir daí, a repercussão fugiu do controle. Caroline publicou um posicionamento em suas redes sociais, o que atraiu uma onda de críticas vindas de integrantes da comunidade LGBT e de outros usuários da internet.
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Entrar no grupo Acusações de homofobia e a defesa da influenciadora
Diversas pessoas classificaram a postura de Caroline como homofobia. Ela nega a acusação e sustenta que sua escolha é estritamente editorial, baseada nos hábitos de leitura de sua audiência e em suas próprias preferências como leitora.
– Eu não leio porque eu não tenho o costume de ler mesmo e nunca me interessei por esse tipo de obra. Inclusive, eu leio livros que tenham personagens LGBT. Já li, assisti várias séries e filmes. Porém, eu não tenho interesse em livros que são voltados para isso – declarou.
Ameaças de morte e ataques contra o filho
O episódio evoluiu rapidamente para ataques pessoais violentos. Segundo a influenciadora, usuários da internet passaram a buscar informações sobre sua vida privada, incluindo referências ao marido e ao filho.
– As pessoas falando que eu deveria morrer, que eu e toda a minha família deveria morrer. Eu recebi um comentário muito pesado de uma pessoa falando exatamente essas palavras: “que eu deveria morrer e que o meu filho deveria morrer também para que o meu gene ruim não ficasse por aí” – afirmou.
Caroline também revelou ter sofrido ofensas de cunho racista em meio à onda de ataques virtuais. Ainda assim, foi categórica ao dizer que as mensagens direcionadas ao filho foram as que mais abalaram seu emocional.
– Eu recebi inúmeros ataques racistas, gente me chamando de macaca, cabelo duro. E nada disso me afetou tanto quanto receber ataques contra o meu filho. Com certeza essa foi a pior parte – lamentou.
Editoras romperam parcerias mesmo já conhecendo sua posição
Além dos ataques nas redes sociais, a influenciadora perdeu contratos com grandes nomes do mercado editorial. Entre as editoras citadas estão Arqueiro, Globo Livros, Harlequin, Paralela, Gutenberg, Jangada e outras empresas do setor.
Um detalhe, porém, chama a atenção: segundo Caroline, nenhuma dessas editoras desconhecia sua posição. A informação de que ela não divulgava obras com temática LGBT constava em formulários de parceria e era pública em seus perfis.
– Eu deixo muito claro para todas as editoras e para todo autor que entra em contato comigo que eu não leio e não divulgo livros com temáticas LGBT. Então isso não era novidade para ninguém que trabalhava comigo – declarou.
Perfil derrubado e próximos passos
O bloqueio definitivo da conta no Instagram representou mais um golpe para a criadora de conteúdo. O perfil, que contava com mais de 41 mil seguidores, era o principal canal de comunicação de Caroline com leitores, autores e editoras. Anos de trabalho foram comprometidos de uma só vez.
A influenciadora afirmou que pretende buscar medidas legais para tentar recuperar a conta. Segundo ela, será necessário contratar um advogado para analisar o caso e acionar os meios cabíveis junto à plataforma, visando reaver o perfil e restabelecer sua atividade profissional nas redes sociais.