Suspeita de uso de substância inadequada
Segundo a polícia, em um dos casos o principal investigado teria injetado um produto de limpeza com o uso de seringa, repetindo a aplicação diversas vezes em uma das vítimas. Em coletiva, os investigadores afirmaram que o suspeito aguardava a reação do paciente, já que a substância, ao entrar na corrente sanguínea, poderia provocar parada cardíaca.
Após a perda de sinais vitais, ainda segundo a apuração policial, o técnico realizava manobras de reanimação, o que, para os investigadores, teria o objetivo de simular uma tentativa de salvamento e ocultar a causa real da morte.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Mortes ocorreram em datas diferentes
As autoridades informaram que duas mortes aconteceram no dia 17 de novembro, enquanto a terceira ocorreu em 1º de dezembro de 2025. Os pacientes estavam internados na UTI do hospital no momento dos óbitos.
A polícia não descarta a possibilidade de novas vítimas, já que o período analisado e a rotina dos suspeitos ainda estão sendo aprofundados no inquérito.
Investigação usou câmeras e prontuários
O caso veio à tona após a análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nos leitos da UTI, além do cruzamento de informações com prontuários médicos. Inconsistências nos registros e comportamentos considerados atípicos chamaram a atenção dos investigadores.
A Polícia Civil segue apurando a motivação dos crimes, a eventual participação de outras pessoas e se houve falhas de fiscalização interna no hospital. Os técnicos presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o inquérito avança.