Transferência do caso para nova coordenação gera questionamentos
No início de maio, a corporação decidiu transferir a investigação para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, vinculada à área de combate à corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A mudança acarretou a substituição do delegado que até então centralizava as apurações.
A decisão provocou questionamentos entre integrantes da oposição e no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O delegado afastado do comando vinha acompanhando depoimentos, assinando peças do inquérito e participando de negociações de acordos de colaboração.
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Entrar no grupo PF garante que mudança não prejudica andamento das investigações
A Polícia Federal sustenta que a alteração não compromete o andamento das apurações. Em nota oficial, a corporação declarou que a transferência visa “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, alegando que a nova estrutura possui atuação permanente em casos complexos com tramitação no STF.
“A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, informou a PF. Ainda segundo a corporação, a equipe de delegados e agentes foi mantida integralmente.
Perguntas sobre relação de Lulinha com Careca do INSS são recorrentes
Em depoimentos já realizados, os investigadores têm direcionado questionamentos sobre a relação de Lulinha com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela PF como líder do esquema investigado.
Um dos pontos centrais da apuração diz respeito a uma viagem de Lulinha a Portugal bancada pelo empresário. A defesa do filho do presidente informou ao STF que a viagem tinha como objetivo prospectar um negócio na área de Cannabis medicinal, que acabou não sendo concretizado.
Investigadores querem esclarecer possíveis repasses financeiros
A PF pretende ainda questionar Roberta Luchsinger sobre possíveis negócios entre Lulinha e o Careca do INSS no setor de Cannabis medicinal, conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo. O objetivo é esclarecer se houve repasses financeiros ao filho do presidente.
A empresária Roberta Moreira Luchsinger foi alvo da Operação Sem Desconto em dezembro de 2025. A própria defesa de Lulinha reconheceu que Roberta foi responsável por apresentar o empresário a ele, conforme petição encaminhada ao STF.