‘Invisíveis’: beneficiários do Bolsa Família não entram nas estatísticas de desemprego
Coluna afirma que inscritos no Bolsa Família ficam fora das estatísticas oficiais de desemprego.
Por ContraFatos 23/02/2026 Atualizado em 23/02/2026
Bolsa Família / Divulgação/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
Beneficiários sem emprego formal ficariam fora das estatísticas oficiais
Beneficiários do Bolsa Família que não possuem emprego formal estariam fora das estatísticas de desemprego, o que, segundo a Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder, impactaria os números oficiais divulgados no país.
A publicação afirma que, além de “aprisionar” pessoas ao programa sem oferecer meios para que deixem a pobreza, o governo Lula (PT) também permitiria distorções nos indicadores produzidos pelo IBGE. De acordo com o texto, pesquisadores perguntam aos entrevistados se eles procuraram trabalho na semana anterior à pesquisa. Caso respondam que não buscaram emprego nesse período, deixam de ser contabilizados como desempregados.
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Segundo a coluna, beneficiários de programas sociais seriam orientados a responder “não”, sob receio de perder o benefício, passando assim a figurar como “empregados” nas estatísticas. O resultado, afirma a publicação, permitiria ao governo divulgar queda relevante no desemprego.
Número de beneficiários e impacto nas estatísticas
O texto menciona que cerca de 34 milhões de inscritos no Bolsa Família não aparecem nas estatísticas de desemprego, formando o que classifica como um “exército de invisíveis”.
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Ainda segundo a coluna, mesmo dependentes exclusivamente do benefício, alguns deixariam de aceitar empregos com carteira assinada.
Crescimento do programa ao longo dos anos
Em 2005, o Bolsa Família atendia 8,7 milhões de famílias. Vinte anos depois, o número ultrapassa 19 milhões de famílias beneficiadas. A comparação feita é que o total atual equivale à população de dois Portugal.
As informações são atribuídas à Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.