Declaração do governo israelense
O porta-voz Dean Elsdunne, após inspecionar os navios, afirmou que em um dos maiores barcos da flotilha não foi encontrado nenhum suprimento. “As dependências estavam completamente vazias”, relatou. A mesma situação foi constatada nas demais embarcações.
A posição oficial do ministério reforça: nenhuma das 40 embarcações levava qualquer tipo de ajuda humanitária.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo “Nunca se tratou de levar ajuda a Gaza”, declarou Elsdunne. “Tratava-se das manchetes e dos seguidores em redes sociais.”
Outras flotilhas seguem rumo a Gaza
Além da flotilha que contava com a presença de Greta Thunberg, outras embarcações continuam com o suposto objetivo de entregar ajuda humanitária.
A Freedom Flotilla Coalition anunciou que o barco Conscience deixou a Itália na quarta-feira, 2, com aproximadamente cem ativistas a bordo. De acordo com o grupo, muitos dos passageiros seriam profissionais de saúde e jornalistas.
Outros oito barcos também partiram da Itália quase uma semana antes. Esses, somados ao Conscience, atualmente estão próximos da ilha de Creta.
Já a Sumud Flotilla X, por meio de suas redes sociais, afirmou que 45 barcos deixaram o Porto de Arsuz, na Turquia, com destino à Faixa de Gaza.
Objetivo da flotilha de Greta Thunberg era entrar diretamente em Gaza
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o destino final dessas embarcações. As autoridades de Israel permanecem em estado de alerta. Caso qualquer barco ultrapasse a zona de segurança marítima, será interceptado e os ocupantes, deportados.
Momentos antes de interceptar a flotilha com Greta Thunberg, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma ter oferecido uma rota alternativa, que não violasse a área de segurança.
“Israel informou à flotilha que está se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legal”, publicou o ministério na plataforma X. Ainda segundo o comunicado, o “único propósito” da flotilha era “provocação”.
Apesar do aviso, os ativistas insistiram, de acordo com o governo israelense, em tentar entrar diretamente por Gaza, o que era terminantemente proibido.As informações são da Revista Oeste.