Janaina Paschoal Questiona Cobertura da Imprensa: ‘Não Houve Tentativa de Homicídio Contra Lula’
Professora de Direito critica abordagem da imprensa sobre o caso dos militares presos pela PF
Por ContraFatos 19/11/2024 Atualizado em 19/11/2024
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Professora de Direito critica abordagem da imprensa sobre o caso dos militares presos pela PF
A professora de Direito Janaina Paschoal (PP), ex-deputada estadual e atual vereadora eleita por São Paulo, se manifestou sobre as prisões dos chamados kids pretos, militares das Forças Especiais do Exército, acusados de planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Paschoal, o fato de não ter ocorrido a execução do plano significa que não se configura crime de tentativa de homicídio. Ela criticou a imprensa pela forma como tem tratado o caso. “As notícias estão surreais! Os jornalistas falando que tentaram matar o Lula, mas desistiram. Pelo amor de Deus! Será que esses veículos não têm uma assessoria jurídica para evitar passar vergonha?! Os líderes mundiais não devem estar entendendo nada. Não houve tentativa!” escreveu Paschoal na rede social X.
Leitura
Explicação Jurídica e Críticas à Cobertura Midiática
Janaina Paschoal reforçou seu ponto de vista ao explicar os requisitos legais para caracterizar uma tentativa de homicídio. “Para ter tentativa, é preciso ter início da execução! Mesmo quando se inicia a execução (o que não ocorreu no caso), a desistência voluntária descaracteriza a tentativa. Por óbvio, o tal plano precisa ser investigado. Mas não dá para dizer que houve tentativa de homicídio do Presidente! Até ele está surpreso! Não estou diminuindo as investigações, mas a Imprensa precisa lidar com fatos”, continuou.
Entenda a Operação da PF
A Polícia Federal (PF) revelou a existência de um planejamento operacional detalhado chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que visava o homicídio de Lula e Alckmin, com Moraes também incluído entre os alvos. A investigação destacou que a organização criminosa utilizava um nível avançado de conhecimento técnico-militar para coordenar e executar as ações ilícitas entre novembro e dezembro de 2022.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Além das prisões de quatro militares do Exército e de um agente da Polícia Federal, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas da prisão. O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados em diversas regiões, incluindo Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.