Com um tom que mistura empolgação e apelo emocional, ela disparou:
– “Oi, pessoal! Tudo bem? Tô chegando aqui pra fazer um chamamento pra vocês. Venham para o lado da Força do Bem! Junte-se a nós e seja um porta-voz do Lula. Vamos ser Jedi, espalhar a nossa força e ser a voz do Presidente Lula para levar informação e verdade para todos os cantos do Brasil.”
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Cadastro para ser “porta-voz”: a estratégia por trás do discurso épico
Por trás da retórica galáctica, a iniciativa tem um propósito bastante terreno: ampliar o alcance das mensagens de Lula nas redes sociais. Os seguidores são convidados a se cadastrar por meio de um link para receber materiais de comunicação da campanha — conteúdo que, segundo Janja, seria “exclusivo”. Exclusivo como todo material de massa costuma ser.
Para encerrar a convocação interestelar, a primeira-dama completou:
– “Acesse o link da minha bio para se juntar a nós e receber conteúdos exclusivos. Vamos todos juntos pelo nosso Lula. Que a Força esteja com a gente!”
A força do marketing ou o marketing da força?
A escolha de Star Wars como referência não é acidental. A saga é uma das franquias mais populares do planeta, e a expressão “que a Força esteja com você” já transcendeu o cinema para se tornar bordão universal. Usá-la num contexto de pré-campanha eleitoral, porém, levanta uma questão inevitável: seria a “Força do Bem” autoproclamada, ou haveria algum critério objetivo para ocupar esse lado da batalha cósmica?
Na prática, o que Janja propõe é a formação de uma rede organizada de divulgadores voluntários — algo que, despido da roupagem cinematográfica, nada mais é do que uma velha estratégia de comunicação política turbinada pelas redes. O figurino de Jedi, ao que parece, é opcional.