Jaques Wagner vê patrimônio saltar 630% em oito anos e alcançar R$ 24,5 milhões
Senador Jaques Wagner declarou patrimônio de R$ 24,5 milhões ao TSE em 2026, crescimento de 630% em relação a 2018
Por ContraFatos 03/08/2026 Atualizado em 03/08/2026
Foto: Alessandro Dantas/Agencia Senado
Bens declarados pelo senador à Justiça Eleitoral passaram de R$ 3,35 milhões em 2018 para R$ 24,52 milhões em 2026
O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) à Justiça Eleitoral registrou um crescimento de 630,70% em relação à última eleição que disputou. Os dados estão disponíveis na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e revelam que os bens do pré-candidato à reeleição passaram de 3,35 milhões de reais, em 2018, para 24,52 milhões de reais neste ano — uma diferença de 21,16 milhões de reais em valores nominais.
Crédito milionário de venda de imóvel lidera lista de bens em 2026
Entre os itens que compõem o patrimônio atual de Wagner, o maior valor é um crédito de 13,83 milhões de reais decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e Lagoons Empreendimentos. A declaração inclui ainda um veículo Mercedes-Benz avaliado em 125 mil reais, 500 mil reais aplicados em Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e 499,98 mil reais em Letra Financeira do Tesouro (LFT).
Leitura
O que Wagner declarou na eleição de 2018
Quando concorreu ao Senado pela Bahia em 2018 e venceu com 35,71% dos votos válidos (4.253.331), o petista havia informado à Justiça Eleitoral, entre outros montantes, um apartamento de 1,6 milhão de reais, 748,0 mil reais em aplicações diversas, 438,77 mil reais em ações em bolsas de valores e um veículo Toyota, modelo Land Cruiser Prado, de 72 mil reais. A declaração de bens é obrigatória para todos os candidatos que se registram junto à Justiça Eleitoral.
Trajetória política extensa e saída da liderança do governo no Senado
Jaques Wagner ocupa a cadeira de senador pela Bahia desde 2019. Exerceu a função de líder do governo Lula (PT) no Senado até junho deste ano, quando deixou o posto após ser alvo de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF).
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A carreira política do senador abrange uma série de cargos de destaque: ministro do Trabalho e Emprego de 2003 a 2004, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais de 2005 a 2006, governador da Bahia de 2007 a 2014, ministro da Defesa em 2015, ministro-chefe da Casa Civil de 2015 a 2016 e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico da Bahia de 2017 a 2018.
Pesquisa eleitoral coloca Wagner em segundo lugar na disputa pelo Senado
Levantamento do Instituto Paraná, divulgado nesta segunda-feira, posiciona Wagner em segundo lugar nas intenções de voto para senador na Bahia. O primeiro colocado é o ex-ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa (PT), com 44,6%, enquanto Wagner aparece com 35,1%. Neste ano, duas vagas no Senado pela Bahia estão em disputa.