Peça usada no sepultamento emocionou familiares durante preparação de memorial pelos 30 anos da tragédia
A exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas revelou um momento inesperado e emocionante para familiares do vocalista Dinho.
Quase três décadas após o sepultamento, a jaqueta com a qual o cantor foi enterrado foi encontrada praticamente “intacta” dentro do caixão.
O relato foi feito por Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas.
“A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, disse ele à coluna de Fábia Oliveira.
Peça será preservada e exposta
Santana descreveu o momento como o mais impactante da exumação.
“Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta. Ela vai ser tratada e emoldurada. Foi um momento complicado, difícil, mas a gente passou junto”, afirmou.
A peça deverá passar por tratamento de conservação antes de ser emoldurada e exibida no memorial.
Memorial e plantio de árvores
A exumação faz parte da preparação de uma homenagem pelos 30 anos do acidente que vitimou os integrantes da banda.
Com apoio das famílias, foi autorizada a criação de um memorial no BioParque Cemitério, em Guarulhos (SP), local onde os músicos foram sepultados.
Em comum acordo, os familiares decidiram que as cinzas serão utilizadas no plantio de cinco árvores no terreno do cemitério. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais oficiais da banda.
Tragédia que marcou o país
A trajetória meteórica dos Mamonas Assassinas foi interrompida em 2 de março de 1996.
Após um show em Brasília, a aeronave que transportava Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec e os irmãos Samuel e Sérgio Reoli colidiu contra a Serra da Cantareira, pouco antes do pouso no Aeroporto de Guarulhos. Todos os ocupantes morreram.
Quase 30 anos depois, a memória do grupo segue mobilizando fãs e familiares, agora com a criação de um espaço permanente de homenagem.