Joaquim Barbosa entra para o Democracia Cristã e pode ser candidato à Presidência em 2026
Ex-presidente do STF Joaquim Barbosa se filia ao Democracia Cristã e pode ser pré-candidato à Presidência da República em 2026
Por ContraFatos 16/05/2026 Atualizado em 16/05/2026
Joaquim Barbosa, em 2014, quando lamentou a absolvição dos condenados do Mensalão: “Tarde triste para o Supremo Tribunal Federal” | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ex-presidente do STF e relator do mensalão retorna ao cenário político após anos de discrição e acumula críticas ao governo Lula
Após meses de negociações reservadas entre dirigentes partidários e aliados próximos, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa oficializou sua filiação ao partido Democracia Cristã (DC). A legenda já planeja lançá-lo como pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Partido mudou de estratégia após frustração com Aldo Rebelo
A aposta do DC em Joaquim Barbosa surgiu depois que a candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo não conseguiu ganhar tração política. Diante do impasse, a cúpula do partido redirecionou seus esforços para o nome do ex-ministro do STF. Pesquisas qualitativas encomendadas pela sigla reforçaram a decisão: os levantamentos indicaram forte associação da imagem de Barbosa a temas como combate à corrupção e ética pública.
Leitura
Histórico de confrontos com o governo petista
Ao longo dos últimos anos, Barbosa se posicionou publicamente contra decisões do presidente Lula da Silva em diversas ocasiões. Nas redes sociais, o ex-ministro criticou a condução da política econômica do governo petista e questionou declarações presidenciais sobre política internacional. O debate político brasileiro também foi alvo de suas análises — ele chegou a classificar o ambiente como excessivamente polarizado.
Uma de suas declarações de maior repercussão foi quando afirmou que Lula “não aprende nunca”, ao comentar posicionamentos do presidente sobre assuntos internacionais. Em outros momentos, expressou incômodo com os ataques recorrentes às instituições e com a qualidade do debate político no país.
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Joaquim Barbosa alcançou reconhecimento nacional como relator do julgamento do mensalão no STF. O processo o transformou em um dos magistrados mais conhecidos da história recente do Judiciário brasileiro. Sua atuação firme no caso consolidou uma imagem pública ligada ao enfrentamento da corrupção.
Tentativa anterior em 2018 não prosperou
Não é a primeira vez que o ex-ministro se aproxima de uma disputa presidencial. Em 2018, Barbosa chegou a se filiar ao PSB e foi cotado para concorrer ao Planalto. No entanto, desistiu da corrida meses depois, alegando motivos pessoais. Desde então, aos 71 anos, manteve-se distante da política partidária tradicional e raramente concedeu entrevistas.
Cenário de fragmentação política favorece candidaturas alternativas
A movimentação do DC se insere em um contexto de fragmentação política que marca a corrida eleitoral de 2026. Partidos menores buscam nomes com forte reconhecimento nacional para viabilizar candidaturas alternativas ao cenário polarizado. A filiação de Joaquim Barbosa representa uma das apostas mais ousadas nessa direção, unindo a trajetória do ex-ministro no combate à corrupção à busca por um espaço competitivo na disputa presidencial.