Empresário Joesley Batista, Dono Da JBS Empresário Joesley Batista, Dono Da JBS

Joesley Batista levou a Maduro proposta de exílio na Turquia, afirma jornal americano

Washington Post diz que empresário brasileiro atuou como interlocutor informal após fracasso diplomático

O empresário Joesley Batista, sócio do grupo J&F, teria atuado como interlocutor informal em uma tentativa de convencer a deixar o poder na Venezuela. A informação foi revelada em reportagem publicada neste sábado (10) pelo jornal The Washington Post.

Segundo a publicação, Joesley apresentou ao líder venezuelano uma proposta de renúncia ao cargo, que incluía a possibilidade de exílio em outro país, com a Turquia citada como um dos destinos considerados.

Conteúdo da proposta apresentada a Maduro

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, o plano discutido ia além da simples saída de Maduro do poder. O pacote envolvia interesses estratégicos dos Estados Unidos, como acesso a recursos minerais e ao petróleo venezuelano, além do rompimento político com Cuba, tradicional aliada do chavismo.

Um alto funcionário da afirmou que Joesley Batista não atuou oficialmente a pedido do governo americano. Ainda assim, as impressões e avaliações do empresário sobre o encontro em Caracas, realizado no fim de novembro de 2025, teriam sido repassadas a Washington e consideradas no processo de análise da situação.

Rejeição do regime e fim da via negociada

As fontes relataram que a reação do regime venezuelano foi negativa. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam rejeitado integralmente as propostas apresentadas.

Com a recusa, a Casa Branca teria avaliado que não havia mais espaço para uma transição negociada, encerrando as tentativas de solução política para a crise venezueluelana.

Fracasso de iniciativas diplomáticas anteriores

A missão de Joesley Batista ocorreu após o insucesso de esforços diplomáticos formais, conduzidos por enviados oficiais e intermediários internacionais. Entre eles estava o então emissário especial Richard Grenell, além de negociações que envolveram países como o Catar.

Com o esgotamento dessas alternativas, a avaliação em Washington passou a ser de que acordos políticos não seriam mais viáveis.

Caminho para a opção militar

Segundo o Washington Post, essa leitura abriu caminho para a opção militar, que se concretizaria semanas depois na operação que resultou na captura de Maduro. A reportagem aponta que o fracasso da abordagem negociada foi decisivo para a mudança de estratégia.

Encontro em Caracas confirmado por outras apurações

A reportagem também confirma informações divulgadas anteriormente pela Bloomberg, que no início de dezembro revelou que Joesley Batista havia viajado a Caracas para tentar convencer Maduro a renunciar.

De acordo com a agência, o encontro ocorreu em 23 de novembro, poucos dias depois de o então presidente dos Estados Unidos, Donald , ter instado Maduro, por telefone, a deixar o país.

Autoridades do estariam cientes dos planos de Joesley, embora o empresário não tenha sido oficialmente designado para agir em nome da Casa Branca.


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