Influenciador desviou para acusações contra Israel e reafirmou apoio ao Hamas
Em vez de responder objetivamente à pergunta sobre as agressões sexuais, o influenciador passou a discorrer sobre acusações de crimes contra a humanidade atribuídas a Israel. Na sequência, fez questão de declarar que considera legítimas as ações do Hamas no contexto do conflito:
“E sim, meu amigo, a gente apoia todas as formas de resistência do povo palestino. Eu não sou sommelier de resistência, não. A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele lute.”
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Entrar no grupo Comparação com regime nazista e defesa do fim de Israel
Jones Manoel também fez uma comparação controversa ao afirmar que Israel seria o que há de mais próximo do regime nazista no mundo atual — o mesmo regime que perseguiu e exterminou mais de 6 milhões de judeus durante o Holocausto.
Já nos momentos finais do debate, a questão sobre o Estado israelense retornou à discussão. Foi então que o influenciador expôs de maneira ainda mais explícita sua posição, defendendo o fim definitivo de Israel e a instauração de um regime palestino em toda a região:
“Eduardo, eu defendo a libertação da Palestina. Eu defendo o fim do Estado de Israel. Eu defendo a Palestina livre do rio ao mar. Eu tenho um compromisso de vida com a libertação da Palestina.”
O significado da expressão “do rio ao mar”
A expressão “do rio ao mar” é amplamente utilizada por militantes e até grupos terroristas que defendem a extinção do Estado de Israel. O slogan faz referência ao território compreendido entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, englobando toda a extensão de Israel.
Essa mesma expressão dá nome ao documentário From the River to the Sea, produção da Brasil Paralelo que investiga as raízes e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, explorando aspectos que vão além da cobertura habitual da mídia ocidental.