Acordo entre Menin e Camargo teria motivado a dispensa
De acordo com apurações, o episódio seria resultado de um acordo informal entre o empresário Rubens Menin, dono da Itatiaia e da CNN Brasil, e João Camargo, fundador da TMC. Ambos teriam estabelecido um pacto de não aliciamento após o rompimento da sociedade na CNN, em agosto deste ano.
O entendimento, segundo fontes do setor, visaria evitar a migração de talentos entre as duas empresas. O problema é que, ao aceitar o convite da TMC, Clarissa não teria sido informada da restrição.
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Entrar no grupo Com isso, a repórter deixou seu emprego anterior acreditando ter uma nova oportunidade, mas acabou demitida menos de 48 horas após assumir o novo posto.
“Fica a dúvida: quem a convidou para a TMC, fazendo-a se demitir da Itatiaia, não sabia do impedimento jurídico da contratação? E agora, quem vai reparar o dano à carreira da jornalista?”, questionou o Moon BH em editorial sobre o caso.
Disputa empresarial expõe bastidores da comunicação mineira
Rubens Menin e João Camargo, que até poucos meses atrás eram parceiros na CNN Brasil, se tornaram adversários no mercado de mídia após divergências sobre o futuro do grupo.
Camargo, que deixou a presidência do Conselho Executivo da CNN Brasil, investiu na transformação da Transamérica em TMC (The Media Company) — um projeto que Menin teria se recusado a apoiar.
Desde então, ambos os empresários disputam espaço no setor de comunicação, e o episódio envolvendo Clarissa evidencia o impacto dessas rivalidades sobre os profissionais do jornalismo.
Jornalista abalada e sem declaração pública
Segundo o Moon BH, Clarissa Guimarães afirmou não ter “condições psicológicas” de se pronunciar neste momento, após o duplo desligamento.
A situação tem gerado debate entre jornalistas e sindicatos, que questionam se acordos de “antipoaching” — comuns em setores corporativos — são éticos ou legais quando prejudicam trabalhadores individualmente.
Até o momento, nenhuma das empresas envolvidas se manifestou oficialmente sobre o caso.