“JN ontem vergonhosamente ocultou o nome de Beto Sicupira e Paulo Alberto Lemann na reportagem sobre a fraude nas Americanas. Um fiasco”, escreveu o ex-ministro do governo Lula.
Dirceu continuou suas críticas com dureza: “Um descaso com os fatos e um desrespeito à cidadania e à obrigação impositiva de informar os fatos, e não escondê-los”.
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Entrar no grupo O pedido de regulação da mídia
Após as críticas à cobertura jornalística, o petista arrematou com uma declaração que reacende um velho e tresloucado fetiche do PT — a regulamentação da imprensa. Dirceu soltou o que pode ser considerado uma pérola:
“Uma prova de que não são só as Big Techs que precisam de regulação”.
Entenda a Operação Disclosure e a fraude bilionária nas Americanas
O posicionamento de José Dirceu veio no mesmo dia em que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a segunda fase da Operação Disclosure, na quinta-feira, 26. A ação investiga a fraude contábil bilionária que abalou a varejista Americanas.
Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio também determinou o bloqueio de bens e valores de investigados em até 54 bilhões de reais. De acordo com os investigadores, esse montante corresponde ao prejuízo estimado causado pelas fraudes encontradas nos balanços da companhia.
Acionistas e bancos na mira
A nova etapa da investigação buscou esclarecer se acionistas da empresa e representantes de grandes bancos privados tinham conhecimento ou participação nas irregularidades identificadas pela força-tarefa.
Como funcionava o esquema
Conforme apurado pela PF, ex-executivos da Americanas teriam estruturado um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da companhia. A prática teria ocultado dívidas bilionárias e apresentado ao mercado uma situação financeira mais favorável do que a realidade, o que elevou o valor das ações negociadas na Bolsa.
Os investigadores apontam que esses executivos recebiam bônus atrelados ao desempenho financeiro da empresa e também teriam lucrado com a valorização artificial dos papéis. As manipulações envolveram principalmente operações conhecidas como risco sacado e verbas de propaganda cooperada (VPC).