José Múcio admite que ‘abriria o portão’ para os EUA e expõe fragilidade da Defesa brasileira
José Múcio afirmou que abriria o portão para os EUA e cobrou mais investimentos nas Forças Armadas brasileiras durante evento da CNI
Por ContraFatos 04/08/2026 Atualizado em 04/08/2026
José Múcio Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Ministro da Defesa usa metáfora provocativa para cobrar mais investimentos nas Forças Armadas
Durante participação em um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, na terça-feira (4), o ministro da Defesa, José Múcio, fez uma declaração que chamou atenção ao reconhecer que o Brasil seria incapaz de resistir a uma eventual invasão dos Estados Unidos.
Questionado sobre o que faria diante de um cenário hipotético de invasão norte-americana, o ministro foi direto e provocativo:
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– Eu vejo os jornalistas o tempo todo [questionando]: “Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que é que o senhor faz como ministro da Defesa?” Abro o portão – declarou ele.
A fala não parou por aí. Múcio reforçou a metáfora para evidenciar a precariedade dos recursos militares do país:
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– Porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão.
Investimento de apenas 1% do PIB é considerado insuficiente pelo ministro
A comparação inusitada teve um propósito claro: pressionar por mais recursos para o setor de Defesa. Conforme explicou José Múcio, o Brasil destina atualmente cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) à área militar, um percentual que ele classifica como insuficiente para garantir a modernização das Forças Armadas.
Gastos com Defesa comparados a um plano de saúde
O ministro também fez questão de esclarecer que ampliar os investimentos em Defesa não significa que o país tenha intenção de se envolver em conflitos armados. Para ilustrar seu raciocínio, Múcio traçou um paralelo com a contratação de um plano de saúde:
– A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar – completou o ministro.
A declaração foi dada em um contexto de debate sobre a capacidade militar brasileira e a necessidade de fortalecer a indústria de defesa nacional, tema central do evento da CNI que reuniu lideranças do setor em Brasília.