Jovem de 18 anos descobre que carregava o próprio gêmeo dentro do corpo
Narendra Kumar, de 18 anos, descobriu após anos de dores abdominais que carregava o próprio gêmeo dentro do corpo na Índia
Por ContraFatos 01/06/2026 Atualizado em 01/06/2026
Jovem Indiano De 18 Anos Descobre Que Carregava O Próprio Gêmeo Dentro Do Corpo
Massa de 2,5 quilos contendo ossos, dentes e cabelos foi encontrada no abdômen de Narendra Kumar após anos de dores inexplicáveis
Dores abdominais intensas, episódios recorrentes de vômito e uma perda de peso progressiva sem causa aparente levaram Narendra Kumar, um jovem de 18 anos morador do estado de Uttar Pradesh, na Índia, a finalmente buscar atendimento médico especializado. O que os exames revelaram surpreendeu até mesmo a equipe médica: ele carregava o próprio gêmeodentro do corpo desde o nascimento. As informações são do Upsocl.
Diagnóstico de “fetus in fetu”: uma condição que ocorre a cada 500 mil nascimentos
Exames de imagem identificaram uma massa com aproximadamente 2,5 quilos alojada no abdômen do paciente. O material apresentava estruturas que se assemelhavam a ossos, dentes, cabelos e tecidos humanos, além de uma formação similar a um cordão umbilical. Diante dessas evidências, os especialistas confirmaram o diagnóstico de “fetus in fetu”, condição extremamente rara com incidência estimada em apenas um caso a cada 500 mil nascimentos.
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A anomalia tem origem durante a gestação de gêmeos idênticos. Em vez de se desenvolverem de forma independente, um dos embriões é absorvido pelo outro ainda no útero materno. Em situações raríssimas, esse embrião absorvido segue recebendo nutrientes e desenvolve parcialmente algumas estruturas dentro do organismo do irmão que o hospeda.
Toda uma vida com sintomas sem diagnóstico
De acordo com relatos divulgados por veículos internacionais, Narendra conviveu ao longo de toda a sua vida com os sintomas, sem que a verdadeira origem do problema fosse identificada. Foi somente quando o quadro clínico se agravou de forma significativa que os médicos decidiram realizar exames mais aprofundados, revelando a presença da massa.
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Na cirurgia, a equipe médica encontrou partes ósseas, cabelos, dentes e uma estrutura corporal incompleta que estava ligada ao organismo do paciente. A operação foi considerada bem-sucedida, e o jovem se recuperou por completo.
Menos de 200 casos documentados no mundo inteiro
O caso atraiu atenção internacional pela raridade do diagnóstico. Estudos médicos indicam que existem menos de 200 registros documentados de “fetus in fetu” em todo o planeta. A grande maioria é identificada ainda na infância, o que torna diagnósticos na adolescência ou na vida adulta algo excepcional.
Especialistas destacam que a distinção entre o “fetus in fetu” e tumores conhecidos como teratomas reside na presença de uma organização anatômica mais definida. Isso inclui frequentemente coluna vertebral e estruturas corporais reconhecíveis — características que auxiliam os médicos a confirmar o diagnóstico tanto durante os exames quanto nas análises realizadas após a remoção cirúrgica.
Outros casos semelhantes já registrados no mundo
O episódio envolvendo Narendra Kumar não é isolado na história da medicina. Em 2015, na cidade de Nagpur, também na Índia, médicos retiraram do abdômen de um homem de 36 anos uma massa de aproximadamente sete quilos classificada como fetus in fetu. Aquele paciente havia procurado ajuda médica após anos enfrentando dores, dificuldade para respirar e inchaço abdominal. Os especialistas encontraram durante a cirurgia estruturas que lembravam membros, ossos e tecidos parcialmente desenvolvidos. O diagnóstico em um adulto foi considerado extremamente raro pela literatura médica.
Outro caso que repercutiu internacionalmente aconteceu na China. Médicos descobriram um gêmeoparasitadentro do crânio de uma menina de apenas um ano de idade. A criança apresentava aumento anormal da cabeça e atrasos no desenvolvimento. Exames revelaram uma estrutura fetal parcialmente formada, com coluna vertebral e membros rudimentares. A remoção foi realizada com sucesso, e o episódio se tornou um dos mais incomuns já documentados, uma vez que a maioria dos registros de fetus in fetu ocorre na cavidade abdominal — e não dentro do cérebro do hospedeiro.