Jovem que elogiou operação policial no Rio deixa o estado após receber ameaças do Comando Vermelho
Willian Lopes elogiou ação policial no Rio, foi ameaçado por facção e pediu proteção ao Ministério Público.
Por ContraFatos 08/11/2025 Atualizado em 08/11/2025
Willian Lopes fez vídeo elogiando a polícia Foto: Reprodução/Record TV
Willian Gabriel Lopes parabenizou agentes por ação na Penha e no Alemão e teve dados pessoais expostos
O jovem Willian Gabriel Lopes, de 20 anos, morador da Zona Norte do Rio de Janeiro, precisou deixar o estado depois de receber ameaças de morte de criminosos ligados ao Comando Vermelho. As intimidações começaram após ele publicar um vídeo nas redes sociais elogiando a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, realizada no fim de outubro.
Na gravação, com cerca de 30 segundos, Willian aparece nas ruas da Penha e parabeniza os agentes de segurança pela ação.
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“Olha que dia maravilhoso. Tô aqui na Penha, e eu não poderia deixar de parabenizar a Polícia Militar por ter neutralizado mais de cem traficantes de drogas”, disse o jovem no vídeo.
Ele também criticou manifestantes contrários à operação, chamando-os de “defensores de vagabundo”. Pouco depois da postagem, passou a receber mensagens de ameaça, e suas informações pessoais foram divulgadas nas redes sociais por integrantes do tráfico.
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Por medida de segurança, Willian saiu do Rio de Janeiro e foi para outro estado. No entanto, retornou nesta sexta-feira (7) e, acompanhado de um advogado, procurou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para pedir proteção.
O órgão informou que uma promotora foi designada para acompanhar o caso, em parceria com a Polícia Civil, que conduz as investigações sobre as ameaças.
Contexto da operação
A operação elogiada por Willian foi uma das mais letais da história do Rio de Janeiro, deixando 121 mortos, entre eles quatro policiais. A ação das forças de segurança teve como alvo o Comando Vermelho, facção que atua nas comunidades da Penha e do Alemão.
O episódio reacendeu o debate sobre segurança pública no estado, levando o Congresso a acelerar discussões sobre a PEC da Segurança Pública e a criação da CPI do Crime Organizado, instalada no Senado.