“No início, eu sentia movimentos leves. Acordava de manhã com um pouco de inchaço. Bem, pensei que talvez tivesse dormido de mau jeito. Eu praticava atletismo na época e competia em alto nível nacional. Pensei: Meus músculos estão sobrecarregados, preciso descansar”, declarou a russa, em relato reproduzido pelo site “Need to Know”.
Meses de busca por respostas e descaso médico
O descanso, evidentemente, não trouxe qualquer melhora. O inchaço se agravou com o passar das semanas, e os movimentos sob a pele ficaram cada vez mais perceptíveis. Anna procurou ajuda médica diversas vezes nos meses seguintes, enquanto o verme continuava a crescer dentro de seu rosto. Contudo, parte dos médicos que a atenderam não deu crédito às suas queixas e chegou a afirmar que ela sofria de “problemas mentais”.
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Entrar no grupo O momento em que o parasita foi descoberto
A situação chegou a um ponto crítico em 2017. Anna estava acompanhada de uma amiga quando sua pálpebra esquerda ficou subitamente pesada e seu olho quase se fechou por completo.
“Minha amiga puxou minha sobrancelha com o dedo e gritou: ‘Anna, tem alguma coisa se mexendo aí dentro!'”
Assustada, a jovem correu para casa. Seu pai a examinou utilizando a lanterna do celular e fez a constatação que mudaria tudo.
“Anna, você tem um verme aí dentro!”, observou ele.
Cirurgia confirmou dirofilariose
Levada às pressas a um hospital em Irkutsk, Anna recebeu a confirmação dos médicos: tratava-se de dirofilariose, uma infecção parasitária transmitida por mosquitos. No dia seguinte, o parasita foi retirado por meio de uma pequena incisão próxima à sobrancelha. O verme media 15 cm de comprimento.
Mesmo após a remoção, a recuperação não foi rápida. Anna relatou que a infecção a afetou de tal maneira que foram necessários seis meses para que ela se recuperasse completamente.
Por que o caso veio à tona agora
Embora o episódio tenha acontecido há uma década, Anna Aleshkovka decidiu compartilhar sua história com a mídia russa no início de maio. A motivação foi o aumento recente nos casos de dirofilariose registrados na região de Moscou, o que reacendeu o debate sobre os riscos dessa parasitose no país.