Justiça

Juiz cita rejeição ao funk como prova de preconceito ao condenar pais por ensino domiciliar

Juiz de Jales condenou casal por ensino domiciliar e usou a rejeição das filhas ao funk como indício de preconceito na educação

Magistrado de Jales usou preferências musicais de adolescentes como argumento na sentença contra casal que adotou homeschooling

Um dos aspectos mais polêmicos da sentença proferida pela 2ª Vara Criminal de Jales, no interior de São Paulo, contra um casal que educava as filhas em casa foi o uso das preferências musicais das adolescentes como elemento de fundamentação. De acordo com a advogada Isabelle Monteiro, que representa a família, o juiz interpretou que o fato de as meninas não gostarem de funk e sertanejo indicaria “suposta discriminação e preconceito na ” oferecida pelos pais.

Sentença apontou lacunas em temas como sexualidade, gênero e cultura afro-brasileira

A defesa também revelou que a decisão judicial mencionou a ausência de conteúdos relacionados a sexualidade, gênero, cultura afro-brasileira, religiões e nacional no currículo doméstico. Além disso, o magistrado teria considerado que as atividades artísticas disponibilizadas às meninas se limitavam à música e à arte sacra, sem incluir dança e teatro.

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