Ligação política e ideológica do juiz
A decisão ganhou contornos ainda mais controversos com a revelação da vida pessoal do magistrado. Rubens Casara é casado com a filósofa petista Marcia Tiburi, conhecida pela polêmica frase “sou a favor do assalto”, que, segundo ela, seria apenas uma “provocação filosófica”.
O casal tem um histórico de militância política de esquerda e já trabalhou junto em produções como a peça Um Fascista no Divã, que satiriza a direita e critica Jair Bolsonaro (PL).
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Entrar no grupo Ministério Público foi contra a soltura
Mesmo com o Ministério Público posicionando-se a favor da manutenção da prisão preventiva, Casara decidiu aplicar medidas alternativas brandas: comparecimento mensal em cartório e proibição de sair do estado por mais de sete dias, válidas por apenas 100 dias.
Reações e críticas ao sistema judicial
A decisão gerou críticas severas de vários setores. O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) comentou nas redes sociais que “a porta giratória das audiências de custódia precisa acabar”, evidenciando a percepção de fragilidade no sistema judicial brasileiro.
Obra e posicionamento ideológico de Casara
Autor de livros como Prisão: Além do Senso Comum e Estado Pós-democrático: Neo-obscurantismo e Gestão dos Indesejáveis, Rubens Casara defende ideias antipunitivistas e anticapitalistas.
Sua esposa, Marcia Tiburi, que foi candidata ao governo do Rio pelo PT em 2018, também adota discursos semelhantes. Tiburi já associou o neoliberalismo a formas de opressão comparáveis ao ato de roubar.
Histórico de ativismo e envolvimento político
Desde a década passada, Casara demonstra alinhamento político com a esquerda. Em seu gabinete, chegou a pendurar um retrato de Che Guevara, além de participar de atos ao lado de lideranças do PSOL e do MST.
Em 2016, ele discursou contra o impeachment de Dilma Rousseff na orla de Copacabana, declarando falar “como juiz de direito, não de direita”.
Investigação arquivada e respaldo do STF
Por conta de sua atuação política, Casara foi investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por possível envolvimento partidário, mas o caso foi arquivado. A decisão foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em voto do ministro Ricardo Lewandowski, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embates com Sergio Moro e crítica à Lava Jato
Membro do grupo Prerrogativas, que se posiciona contra a Operação Lava Jato e apoia o ex-presidente Lula, Casara se envolveu em embates diretos com Sergio Moro.
Em 2015, durante audiência no Senado, comparou a proposta de prisão após condenação em segunda instância às práticas da Alemanha nazista e do fascismo italiano, medida que era uma das principais bandeiras de Moro.