A origem do caso: R$ 131 milhões na conta de um motorista
Em junho de 2023, Antônio Pereira do Nascimento viu sua conta bancária receber uma transferência de R$ 131.870.227,00 depositada por erro do banco Bradesco. O motorista ficou com o valor por aproximadamente sete horas antes de devolver integralmente a quantia. O episódio transformou Antônio em uma figura conhecida no país, apelidado de “milionário por um dia”.
Ação judicial pede recompensa e indenização
Em 2024, Antônio ingressou com uma ação contra o Bradesco, pleiteando o direito à recompensa e indenização por danos morais. Ele solicita 10% do montante devolvido, o que corresponde a cerca de R$ 13 milhões, como forma de recompensa pela atitude honesta.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo O motorista também relatou ter sofrido pressão psicológica por parte do gerente da agência bancária e afirmou que sua conta foi reclassificada como VIP após o incidente, o que teria acarretado cobranças indevidas. Esses fatos fundamentam o pedido de danos morais.
Os pedidos ainda não foram julgados, e o processo segue sem prazo definido para uma decisão.
Honestidade não trouxe mudanças financeiras
Enquanto espera por um desfecho favorável na Justiça, Antônio revelou quais seriam seus planos caso receba a recompensa. “Eu ia reformar minha casa, comprar uma van para mim, que eu trabalho como motorista. Eu estava sem van. Isso podia ter sido comprado, mas eu não comprei. Eu podia ter comprado e depois pagaria a van. Só assim eu compraria: primeiro a van, depois pagaria. Mas não comprei. Não fiz isso”, disse.
O motorista lamentou que a devolução do valor não alterou em nada sua situação econômica. “Estou do mesmo jeito, trabalhando para comer. Eu devolvi o dinheiro e não vi dinheiro nenhum lá”, desabafou Antônio.
Posição do Bradesco e andamento do processo
Procurado para comentar o caso, o Bradesco informou que não se manifesta sobre processos em andamento. A defesa do motorista também foi contatada, mas não respondeu até a última atualização da reportagem.
O caso completou três anos e continua se arrastando na Justiça, sem previsão de julgamento dos pedidos formulados por Antônio Pereira do Nascimento.