“Globo ultrapassa os limites”, diz Marsiglia
O comentário de Marsiglia reacendeu o debate sobre a parcialidade da emissora em relação ao atual governo. Para parte dos críticos, a Globo teria incorporado em sua teledramaturgia e até em noticiários uma linha editorial simpática ao Palácio do Planalto.
“Quando uma emissora de alcance nacional insere discurso político-ideológico em um produto de entretenimento, sem contraponto, ela ultrapassa o limite entre ficção e propaganda”, afirmou Marsiglia em nova publicação.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo
Final de Vale Tudo divide opiniões
O remake de Vale Tudo, escrito por Manuela Dias e exibido entre 31 de março e 17 de outubro de 2025, teve 173 capítulos e procurou atualizar temas da obra original (1988–1989), abordando ética, corrupção e moralidade na sociedade brasileira.
A versão contemporânea deu destaque a pautas de diversidade, protagonismo feminino e inclusão social, o que muitos críticos associaram a bandeiras políticas da esquerda.
Na cena final, personagens fazem um discurso exaltando o Brasil por conquistas econômicas e ambientais, momento que, para parte do público e de analistas, reproduziu a retórica do governo Lula sobre o país.
Especialistas veem engajamento político na teledramaturgia
Veículos especializados em mídia classificaram o remake como uma novela politicamente engajada, com tom idealista e distante da realidade brasileira atual.
A TV Globo ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas recentes. Em comunicados anteriores, a emissora afirmou que o objetivo da nova versão foi “preservar a essência da obra original e atualizar seus temas para dialogar com o público de 2025”.