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Juristas questionam legalidade das audiências conduzidas por Alexandre de Moraes no Rio de Janeiro

Audiências do STF no Rio dividem juristas e reacendem tensão entre Judiciário e governo fluminense

Especialistas veem extrapolação de competências do STF e risco de interferência na autonomia estadual

O ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Federal (STF), esteve no Rio de Janeiro na última semana para conduzir audiências presenciais com autoridades públicas e representantes de instituições de segurança. O objetivo declarado seria discutir o cumprimento das medidas previstas na ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que estabelece parâmetros para a atuação policial em comunidades do Estado.

A visita do ministro ocorreu dias após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em mais de 120 mortes, entre elas a de quatro policiais, e reacendeu o debate sobre os limites da intervenção judicial nas políticas de segurança pública estaduais. O episódio, porém, gerou forte controvérsia jurídica e política, com juristas e parlamentares questionando a legalidade das audiências e o papel do STF nesse tipo de procedimento.

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