Líder financeiro do PCC segue foragido
Situação diferente é a de Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como peça-chave no núcleo financeiro do PCC no Brasil. Shimada permanece foragido, e sua prisão temporária foi convertida em preventiva pela 7ª Vara Federal Criminal de Santos.
Conforme a Polícia Federal, Shimada comandava operações que envolviam remessas de drogas — sobretudo haxixe — e utilizava depósitos fracionados como método para lavar recursos. Ele atuava ao lado de seu tio, Amaro Henrique de Oliveira, de sua prima Stella Stefanie e de Carlos Henrique Costa Almeida.
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Entrar no grupo Colaboração internacional e a Operação Exchange
As prisões ocorreram durante a Operação Exchange, deflagrada na sexta-feira, 3 de julho. A ação foi realizada apenas dois dias após o governo dos EUA anunciar o bloqueio de bens e empresas dos envolvidos em território norte-americano.
Parte significativa das provas reunidas pela Polícia Federal contou com a colaboração do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, conhecido como Homeland Security. Segundo relatórios da investigação, a PF deu início às apurações após receber informações de autoridades norte-americanas que indicavam um esquema bilionário de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, operado por meio de criptoativos e empresas de fachada.
Dimensão do esquema investigado
O volume financeiro movimentado pelo grupo chama atenção: R$ 10 bilhões em operações de lavagem de dinheiro ligadas diretamente à facção paulista. A articulação entre o uso de criptomoedas e estruturas empresariais fictícias dificultava o rastreamento dos recursos, segundo a PF.
A libertação dos 13 investigados e a permanência da busca pelo principal alvo, Victor Shimada, demonstram que a investigação segue em andamento, com apoio contínuo de agências internacionais.