Justiça da Colômbia proíbe candidato de direita Abelardo de la Espriella de usar camisa da seleção em campanha
Juíza colombiana proíbe Abelardo de la Espriella de usar camisa da seleção em campanha presidencial, mas candidato de direita desafia a decisão judicial
Por ContraFatos 05/06/2026 Atualizado em 05/06/2026
Espriella com uniforme da seleção da Colômbia Foto: EFE/ STR
Candidato presidencial desafia ordem judicial e afirma que continuará vestindo o uniforme nacional
O cenário eleitoral da Colômbia ganhou um novo capítulo de controvérsia. A juíza Aura Luz Forero determinou a “cessação imediata e definitiva” do uso da camisa da seleção “como símbolo identificador” da campanha de Abelardo de la Espriella, candidato de direita que disputará o segundo turno das eleições presidenciais no dia 21 de junho.
Quem é Abelardo de la Espriella e por que a camisa se tornou polêmica
Advogado e empresário de 47 anos, apelidado por seus apoiadores como O Tigre, De la Espriella transformou o uniforme da seleção colombiana de futebol em uma das marcas visuais mais reconhecíveis de sua campanha. Em comícios e eventos públicos, ele aparece regularmente trajando a peça, rodeado de simpatizantes que vestem versões personalizadas do item.
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A prática despertou reações acaloradas. Enquanto apoiadores consideram o gesto uma demonstração legítima de patriotismo, adversários do campo progressista argumentam que símbolos nacionais não deveriam ser apropriados por projetos políticos específicos.
Pressão da esquerda e ação de Iván Cepeda
A decisão judicial veio após intensas críticas da esquerda colombiana. Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro e adversário direto de De la Espriella no segundo turno, acusou o rival de se apropriar do uniforme nacional com finalidade política. Cepeda chegou a questionar publicamente a Federação Colombiana de Futebol (FCF) nas redes sociais sobre a permissão do uso da camisa para fins eleitorais.
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Apesar da determinação da juíza Aura Luz Forero, Espriella reagiu de forma desafiadora e afirmou que não irá acatar a proibição. Em entrevista à emissora Canal 1, da Colômbia, ele declarou:
– Não posso aceitar isso porque ninguém pode me tirar o direito de vestir a camisa da seleção colombiana, de usar os símbolos nacionais que me enchem de orgulho.
Copa do Mundo intensifica o debate
A polêmica ganha contornos ainda mais sensíveis em razão da proximidade com a Copa do Mundo, que terá início em 11 de junho. A seleção da Colômbia estreará na competição no dia 17 de junho, contra a equipe do Uzbequistão — apenas quatro dias antes do segundo turno presidencial. A coincidência entre o calendário esportivo e o eleitoral torna o uso da camisa um tema ainda mais explosivo.
Panorama eleitoral colombiano
De la Espriella venceu o primeiro turno das eleições e lidera as principais pesquisas de intenção de voto divulgadas após a votação inicial. O confronto final será contra Iván Cepeda, e o resultado definirá quem será o próximo presidente da Colômbia.