Justiça de São Paulo rejeita tentativa de Lulinha de censurar vídeo de Flávio Bolsonaro sobre fraudes no INSS
Justiça de São Paulo rejeitou pedido de Lulinha para censurar vídeo de Flávio Bolsonaro que o associava às fraudes bilionárias no INSS
Por ContraFatos 25/08/2026 Atualizado em 25/08/2026
Justiça De São Paulo Rejeita Tentativa De Lulinha De Censurar Vídeo De Flávio Bolsonaro Sobre Fraudes No INSS
Magistrada considerou que defesa do filho de Lula não comprovou inveracidade do conteúdo publicado pelo senador
A tentativa de Lulinha, filho do presidente Lula (PT), de obter a remoção de um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi rejeitada pela Justiça de São Paulo. O conteúdo em questão vinculava Fábio Luís Lula da Silva às fraudes no INSS, esquema que, segundo estimativa da Polícia Federal, desviou mais de R$6,5 bilhões e lesou cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas.
Provas insuficientes para justificar a censura
A juíza Alessandra Lopes Santana de Mello fundamentou sua decisão na fragilidade dos elementos trazidos pela defesa de Lulinha. Segundo a magistrada, os documentos apresentados não foram suficientes para comprovar a “inveracidade do conteúdo”. Ela pontuou que “não consta dos autos prova mínima do conteúdo das investigações mencionadas na inicial, o que impede a identificação, com segurança, da verossimilhança da ilicitude alegada”.
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Preservação de dados das publicações foi determinada
Embora tenha negado a remoção do vídeo, a juíza ordenou a preservação dos dados das publicações realizadas pelo senador Flávio Bolsonaro tanto no Instagram quanto no X (antigo Twitter). A medida inclui informações sobre alcance das postagens e eventual impulsionamento pago, conforme apurou a revista Veja.
Processo ainda será julgado no mérito
Vale destacar que a decisão proferida se limita ao pedido liminar de remoção do conteúdo. O mérito do processo segue pendente de julgamento, o que inclui o pedido de indenização no valor de R$10 mil formulado por Lulinha. O filho de Lula enfrenta graves suspeitas de corrupção e tráfico de influência, e a tentativa frustrada de censurar o post do senador agrava ainda mais sua situação perante a opinião pública.
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