Daniel Vorcaro, Dono Do Banco Master Daniel Vorcaro, Dono Do Banco Master

Justiça determina soltura do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

Executivo deixa prisão após 11 dias, mas terá de usar tornozeleira e cumprir série de restrições

A desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), decidiu na noite desta sexta-feira (28) pela soltura de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Ele havia sido preso em 17 de novembro durante a Operação Compliance Zero, que investiga emissão de títulos falsos e outros crimes contra o sistema financeiro.

Soltura com regras rígidas

Fora do sistema prisional, Vorcaro terá de cumprir medidas cautelares consideradas “robustas” pela magistrada. Entre elas:

  • uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de sair do país;
  • entrega do passaporte;
  • impedimento de contato com outros investigados.

Segundo a desembargadora, apesar da gravidade dos fatos, as cautelares são suficientes para evitar novos delitos, garantir a ordem econômica e impedir risco de fuga.

Quatro executivos do Master também serão soltos

A decisão não contempla apenas o proprietário do banco. Outros quatro dirigentes terão a substituída por medidas cautelares:

  • Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria;
  • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio;
  • Augusto Ferreira Lima, sócio e ex-CEO;
  • Luiz Antônio Bull, diretor de riscos, compliance, RH, operações e tecnologia.

Antes, Justiça havia negado liberdade

A decisão marca uma reviravolta. No dia 20, a mesma desembargadora havia negado a soltura, afirmando existir “risco concreto” no caso.
Na segunda-feira (24), Vorcaro sofreu outro revés ao ser transferido da sede da PF em para o CDP 2 de Guarulhos. Sua defesa alegou que ele corria risco de vida no presídio.

Banco Central liquidou o Master após prisão

Com Vorcaro detido e diante dos indícios levantados pela Operação Compliance Zero, o decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Na prática, isso encerra as atividades da instituição e coloca todas as dívidas como vencidas, obrigando os credores a buscar meios legais para reaver valores investidos.


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