O caso ocorreu em julho de 2020, quando Pedro Krambeck foi picado pela naja da espécie Kaouthi que ele mesmo criava. O rapaz foi hospitalizado e ficou em coma. O responsável por se livrar do animal foi seu colega de classe na faculdade, Gabriel Ribeiro de Moura, que soltou a cobra próximo a um shopping de Brasília no dia seguinte ao acidente.
Acontece que, ao referir-se a Moura, a equipe do Fantástico usou trechos de vídeo de Gabriel Moraes Martins dos Santos, que também estudava na classe dos acusados. O vídeo exibido pelo noticiário mostrava Santos saindo de uma delegacia, após prestar depoimento, e segurando cobras em sala de aula.
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Entrar no grupo O processo, que venceu em primeira instância, acusa a Globo por uso indevido de imagem. A juíza Adriana Maria de Freitas Tapety, da 1ª Vara Cível do Gama, considera que a emissora tenha prejudicado a imagem de Gabriel Santos. A magistrada determinou que o programa se retrate e retire o conteúdo do ar, sob multa de R$ 1 mil por dia de desobediência. A Rede Globo seguiu as determinações, mas recorreu da decisão.
Apesar do equívoco, Gabriel Santos também está envolvido no crime de tráfico de animais e chegou a confessar o crime, assinando um acordo de não persecução penal em junho deste ano, segundo o Ministério Público.
A cobra que picou Pedro Krambeck é da espécie Kaouthi, encontrada somente na África e na Ásia. De acordo com informações da Polícia Civil, o jovem criava mais 23 serpentes em sua própria casa ilegalmente, com o conhecimento da mãe, Rose Meire dos Santos Lehmkuh, e do padrasto, Clóvis Eduardo Condi.
A família e Gabriel Moura foram denunciados por 23 crimes contra a fauna, constituição de milícia privada, exercício ilegal da profissão, fraude processual, dentre outros delitos. O processo está em fase de audiência com testemunhas.