Justiça

Justiça proíbe Luciano Hang de fazer manifestações políticas na Havan

Justiça proíbe Luciano Hang de manifestações políticas na Havan sob multa de R$ 50 mil, levantando questionamentos sobre liberdade de expressão empresarial

Decisão judicial impede empresário de fazer, gravar ou divulgar conteúdo político-eleitoral nos ambientes da rede varejista

Uma decisão que inevitavelmente reacende a polêmica sobre os limites entre o poder do Estado e a liberdade de expressão foi assinada nesta quarta-feira, 23, pela juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18). O alvo: o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, que agora está judicialmente proibido de fazer, gravar ou divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral em estabelecimentos, eventos, reuniões, treinamentos, solenidades ou canais institucionais da empresa.

A medida, ainda que fundamentada em preceitos trabalhistas, carrega um peso simbólico difícil de ignorar. Quando a Justiça determina que um cidadão — empresário ou não — não pode expressar opiniões políticas em determinados contextos, a linha entre proteger trabalhadores e cercear o direito à manifestação torna-se perigosamente tênue.

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