Líder do MST chama Netanyahu de “Hitler dos novos tempos” após interceptação de flotilha
Stédile chama Netanyahu de “Hitler dos novos tempos” após interceptação de flotilha com ativistas, incluindo Luizianne Lins.
Por ContraFatos 03/10/2025 Atualizado em 03/10/2025
@IsraeliPM_heb
João Pedro Stédile critica governo israelense, defende ativistas e pede solidariedade à deputada Luizianne Lins
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, usou a rede social X nesta sexta-feira (3) para atacar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “Hitler dos novos tempos”.
Na publicação, Stédile também qualificou Netanyahu como “racista e nazista” e comentou a interceptação da flotilha solidária à Palestina, da qual participava a ativista Greta Thunberg.
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“A repressão do governo de Israel à flotilha solidária à Palestina é uma vergonha. Revela seu caráter racista e nazista”, escreveu.
O dirigente do MST enviou ainda mensagens de solidariedade aos “militantes presos”, destacando a situação da deputada petista Luizianne Lins (PT-CE), que estava a bordo da embarcação.
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Israel rebate e nega transporte de ajuda humanitária
A interceptação gerou forte repercussão internacional. Ativistas afirmavam que a flotilha levava ajuda humanitária destinada a Gaza, mas o Ministério das Relações Exteriores de Israel contestou a versão.
“Nunca se tratou de levar ajuda a Gaza. Tratava-se das manchetes e dos seguidores em redes sociais”, disse o porta-voz Dean Elsdunne em vídeo divulgado on-line.
Segundo o governo israelense, a embarcação não carregava suprimentos ou doações, apenas ativistas que tentavam furar o bloqueio marítimo imposto na região em razão da guerra contra o grupo Hamas.
Situação de Luizianne Lins
De acordo com comunicado divulgado pela equipe da deputada, Luizianne estaria incomunicável há mais de 40 horas e detida no Centro de Detenção Ketziot, em Israel. A nota afirma que a parlamentar aguarda visita de representantes do serviço consular brasileiro.
Posição do governo brasileiro
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil repudiou a ação de Israel e exigiu a libertação imediata dos cidadãos brasileiros.
“O Brasil exorta o governo israelense a liberar imediatamente os cidadãos brasileiros e será responsabilizado por quaisquer atos ilegais e violentos cometidos contra a flotilha e contra os ativistas pacíficos”, disse a nota oficial.