Postagens e memes estão no centro da representação
Segundo o parlamentar petista, parte central da representação envolve montagens divulgadas nas redes sociais, especialmente publicações atribuídas a Nikolas Ferreira. Uma das imagens citadas teve milhões de visualizações na plataforma X e mostra Lula sendo segurado por dois militares norte-americanos, em alusão à captura de Nicolás Maduro.
Outra postagem mencionada traz a frase “Super promoção: prenda 1, leve 2.”, acompanhada de uma imagem com Lula e Maduro lado a lado. Para Lindbergh, o conteúdo sugere apoio a ações ilegais e estrangeiras contra autoridades brasileiras.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Reação pública de Lindbergh
Além da representação formal, Lindbergh Farias reagiu publicamente às montagens por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais. Nele, o deputado critica diretamente Nikolas Ferreira. “Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela”, afirmou o petista, chamando o parlamentar de “fedelho” e dizendo que ele poderia ser preso pelas postagens.
Representações também chegam à PGR
As iniciativas contra Nikolas Ferreira não se limitam ao pedido encaminhado à Polícia Federal. Parlamentares do Psol protocolaram representações junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). A deputada Erika Hilton (SP) incluiu Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro nas ações.
Para Erika Hilton, os memes e comentários configuram “defesa pública e simbólica da submissão do Brasil à jurisdição estrangeira”, o que, segundo ela, caracteriza violação da soberania nacional.
Postagens de Flávio Bolsonaro também são questionadas
No caso do senador Flávio Bolsonaro, a representação cita uma postagem em que ele escreveu que “Lula será delatado”, ao comentar a captura de Maduro pelos Estados Unidos. O senador ainda afirmou que o episódio representaria “o fim do Foro de São Paulo”.
Segundo Erika Hilton, esse tipo de manifestação possui caráter criminoso e extrapola os limites da liberdade de expressão parlamentar.
Nova ação mira apenas Nikolas Ferreira
Outra representação foi apresentada pelo ex-presidente do Psol Juliano Medeiros e tem como alvo exclusivo Nikolas Ferreira. O grupo sustenta que as montagens sugerem apoio à prisão ou ao sequestro do presidente da República por autoridades estrangeiras.
Medeiros declarou: “Ninguém está acima da lei. Nenhum parlamentar está protegido quando se trata de sugerir, defender ou propor o sequestro do presidente do Brasil ou uma invasão estrangeira. Foi naturalizando absurdos assim que se chegou aos ataques de 8 de janeiro”.
Análise ficará a cargo da PGR
Com os pedidos formalizados, caberá agora à Procuradoria-Geral da República analisar se as representações apresentam elementos suficientes para a abertura de procedimentos formais contra os parlamentares citados.